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O FAROL E A FORJA

Bruno Gagliasso detona curso de como 'ser homem' de Juliano Cazarré: 'Vergonhoso'

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

um homem branco, com barba e cabelo grisalhos, usa um agasalho colorido

Bruno Gagliasso; o ator fez críticas ao curso de masculinidade lançado por Juliano Cazarré

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 21/5/2026 - 12h35

Bruno Gagliasso fez duras críticas ao curso de masculinidade criado por Juliano Cazarré. Em entrevista, o ator de 44 anos afirmou que o projeto lançado por seu colega, que pretende ensinar "o que é ser homem", é uma ideia "vergonhosa".

"[Esse projeto] é triste, feio e vergonhoso. E ficou mais grave porque [o Cazarré] começou a mentir agora. A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso", afirmou Gagliasso em entrevista ao videocast Conversa Vai, Conversa Vem do jornal O Globo.

Gagliasso admitiu que tem dificuldades para conseguir interagir e dialogar com pessoas como Cazarré, que compartilham de um posicionamento político divergente e, por vezes, extremista --ele é assumidamente de esquerda, enquanto Juliano é de direita.

"Admiro culturalmente, intelectualmente alguém que está do outro lado? Não! Estou falando do extremismo, de bebedor de detergente. Não me sinto capaz de convencer... Quer beber detergente? Bebe! Meus heróis não estão ali. O que essas pessoas leem, escrevem, cantam? É inevitável pensar isso", falou.

Ele reafirmou que não consegue dialogar com um homem que precisa de um curso saber como é ser masculino. "Eu não consigo, não tenho diálogo. Não vou conversar com uma pessoa que faz curso para dizer o que é ser homem."

Para Gagliasso, ser homem é o oposto daquilo que o curso de Cazarré pretende ensinar. Casado com Giovanna Ewbank, ele refletiu que o papel do homem hoje é "mais de ouvir" as mulheres, em vez de endossar discursos que pregam uma superioridade masculina em detrimento da liberdade feminina.

Penso que o nosso papel [de homem] é muito mais de ouvir. Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério. Estão querendo construir o que é ser homem. Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha.

Bruno Gagliasso também disse que repreende amigos que reproduzem falas machistas. "Acho que estamos passando por uma evolução e, consequentemente, vem essa onda contrária, que é um alerta. Penso que quem está, de fato, se preocupando em ser homem e dar exemplo deve fazer o oposto do que estão fazendo."

Juliano Cazarré anunciou no mês passado o curso de masculinidade intitulado O Farol e a Forja. O encontro voltado para homens está previsto para ocorrer entre os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo.

A iniciativa gerou críticas da classe artística, a maior parte colegas de elenco do próprio Cazarré, mas ele agradeceu pela "publicidade gratuita", que ajudou a impulsionar as vendas do curso, cujo ingresso custa entre R$ 1,7 mil e quase R$ 6 mil.


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