'VOU TE MATAR'

Boni detalha como agiu para impedir diretor de ser esfaqueado na Globo

Reprodução/Instagram

Imagens de Boni em vídeo compartilhado no Instagram

Boni contou que Dorinha Duval invadiu sua sala para esfaquear Daniel Filho, com quem era casada

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 15/9/2026 - 20h37

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José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, contou que impediu uma tentativa de assassinato em sua sala na Globo. O ex-diretor da emissora revelou que a atriz Dorinha Duval (1925-2025) invadiu o espaço com uma faca em mãos com o objetivo de matar o então marido, Daniel Filho.

Boni dividiu a história com o público nesta terça-feira (15) em seu perfil no Instagram, que tem se tornado um espaço para muitas memórias do executivo sobre os tempos do trabalho na Globo.

"O que você faria se você estivesse na sua sala de trabalho e, de repente, a mulher de um amigo seu entrasse com uma faca em punho, dizendo que você estava escondendo seu amigo e que ela ia matar o teu amigo? E se você quisesse tomar a faca dela, ela iria te matar? A única coisa que eu tive que fazer foi tomar a faca dela", iniciou.

O executivo relatou que tentou acalmá-la antes de pegar a faca das mãos dela. "De repente, fui chegando perto da Dorinha Duval, ela com a faca, disse: 'Vou te matar'. Eu respondi: 'Não, você não mata nem uma mosca, nada, você está com essa faca para coisa nenhuma. Não vou tentar te tomar a faca. Me conta o que está acontecendo, chega aqui, sou seu amigo e vou te ouvir'. E pum! [Tomei a faca]", descreveu.

Boni, no entanto, confessou que Daniel Filho esteve, sim, em sua sala. "O Daniel Filho não estava escondido na minha sala, ele tinha saído pela janela. Abracei a Dorinha, falei: 'Você é minha querida amiga, você jamais mataria alguém'", completou.

O pai de Boninho também relatou o choque com a descoberta do crime que interrompeu a carreira da atriz no início da década de 1980. "Um dia, eu estava em Angra [dos Reis]. De repente, ligo o rádio e ouço: 'Dorinha Duval matou o marido'. Não era o Daniel, era outro marido. Mas eu caí duro", admitiu.

Dorinha era casada com o publicitário Paulo Sérgio Garcia Alcântara (1945-1980). Ela deu três tiros no marido após uma discussão em 5 de outubro de 1980. No julgamento, a atriz alegou legítima defesa e disse que era humilhada com frequência pelo companheiro --especialmente, pela diferença de idade entre eles.

A artista foi condenada e cumpriu pena, não fez mais trabalhos como atriz e levou uma vida isolada até morrer, aos 96 anos. Dorinha foi intérprete da Cuca no Sítio do Picapau Amarelo (1952-2007) e ficou eternizada como a Dulcinea de O Bem Amado (1973). Sua trajetória foi narrada no livro biográfico Em Busca da Luz, lançado em 2001.


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