A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
QUE PREJUÍZO!
Divulgação/Sony Pictures

Blake Lively e Justin Baldoni no filme É Assim que Acaba; processo acabou com os dois no prejuízo
O acordo firmado entre Blake Lively e Justin Baldoni na segunda-feira (5) para encerrar a guerra judicial travada entre os dois não vai render um centavo para a atriz. O diretor de É Assim que Acaba (2024) não terá de pagar nada para a estrela do longa. Ele, aliás, sequer precisará pedir desculpas pelo ocorrido durante as filmagens --Blake o acusou de assédio sexual e difamação.
De acordo com o TMZ, que ouviu pessoas ligadas ao caso, Blake contratou um novo escritório de advocacia para tocar a negociação. A atriz foi atrás da Sussman Godfrey, conhecida por conseguir indenizações na casa dos bilhões de dólares em alguns processos. A firma, porém, optou pelo acordo.
O acerto ocorreu apenas duas semanas antes de o entrevero ser levado ao tribunal, uma maneira de evitar o julgamento civil. Se o processo seguisse adiante, ambos os atores deveriam depor sobre as acusações de assédio sexual feitas por Blake Lively contra Justin Baldoni.
Apesar de o diretor não pagar um centavo e sequer ser obrigado a pedir desculpa publicamente para sua estrela, o acordo foi considerado a melhor opção para Blake justamente por não colocá-la para depor.
A expectativa é de que a atriz seria destruída caso precisasse escancarar sua vida no depoimento. O marido dela, o astro Ryan Reynolds, e até amigos íntimos, como a cantora Taylor Swift, poderiam ser expostos por tabela.
Tanto Blake quanto Baldoni não apenas não receberão um centavo um do outro no acordo, como ainda devem pagar milhões nos honorários de seus respectivos advogados. Ou seja: além de manchar a imagem dos dois diante do público, os artistas ainda saem do caso mais pobres.
Protagonista do filme sobre violência doméstica, Blake Lively acusou Baldoni de assédio sexual e de fazer comentários impróprios sobre sua aparência e seu peso durante as gravações. Ela também afirmou que o cineasta contratou um grupo de profissionais para manchar sua reputação e prejudicar a credibilidade de suas acusações.
A situação, porém, não era favorável para a atriz. Em abril, um juiz rejeitou 10 das 13 acusações do processo movido por ela. Entre elas, as denúncias por assédio, difamação e conspiração. As três que sobraram --quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação-- seguiriam para o julgamento.
Já Baldoni --que interpretou o marido abusivo, além de dirigir e produzir o filme-- sustentou que a esposa de Ryan Reynolds exagerou nas denúncias somente para aumentar seu poder sobre a produção.
Com o tempo, o ator e diretor também moveu processos contra Blake Lively e contra o jornal The New York Times, que publicou uma reportagem sobre as acusações. Contudo, ambas as ações foram rejeitadas pela Justiça.
Após o acordo, os advogados das duas partes soltaram um comunicado conjunto minimizando o processo e valorizando a mensagem do longa. "O produto final --o filme É Assim Que Acaba-- é motivo de orgulho para todos nós que trabalhamos para torná-lo realidade. Aumentar a conscientização e causar um impacto significativo na vida de sobreviventes de violência doméstica --e de todos os sobreviventes-- é um objetivo que apoiamos", disseram.
"Reconhecemos que o processo apresentou desafios e que as preocupações levantadas pela senhora Lively mereciam ser ouvidas. Continuamos firmemente comprometidos com ambientes de trabalho livres de condutas impróprias e improdutivas. Esperamos sinceramente que isso encerre o assunto e permita que todos os envolvidos sigam em frente de forma construtiva e pacífica, inclusive em um ambiente online respeitoso."
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