A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
J.K. ROWLING
REPRODUÇÃO/YOUTUBE

J.K. Rowling e Emma Watson: autora e atriz de Harry Potter trocam farpas e reacendem briga
J.K. Rowling voltou a falar publicamente sobre a relação conturbada com Emma Watson, após as declarações recentes da atriz em que dizia "amar e valorizar" a autora da saga Harry Potter. Em uma longa publicação no X nesta segunda (29), a escritora afirmou que a manifestação de afeto da intérprete de Hermione foi "a maior ironia" da situação e que só decidiu se pronunciar agora porque percebeu que a artista suavizou sua postura após anos de críticas. "Ignorante", pontuou.
Rowling disse que não espera concordância eterna de atores que interpretaram personagens criados por ela, mas destacou que Emma Watson e Daniel Radcliffe assumiram nos últimos anos o papel de porta-vozes não oficiais do universo Harry Potter. "Eles acreditam que nossa antiga associação profissional lhes dá uma obrigação de me criticar em público", escreveu.
A autora contou que, mesmo sob intensa pressão e ameaças de morte após se posicionar contra pautas do movimento trans, sempre evitou citar diretamente Emma para não prejudicá-la. No entanto, relembrou um episódio marcante, na época em que estava sofrendo ataques constantes na internet.
Após a atriz dedicar um discurso para "todas as bruxas", em março de 2022, Emma lhe enviou uma nota manuscrita dizendo apenas "sinto muito pelo que você está passando". Para Rowling, o gesto soou vazio diante do que considerou um ataque público da intérprete de Hermione.
Na publicação, a escritora também fez críticas à "falta de experiência de vida real" de Emma, a quem acusou de não compreender as consequências práticas das causas que defende.
"Ela nunca precisará de um abrigo para sem-teto, nunca dividirá uma cela com um estuprador que se identifica como mulher. Eu vivi na pobreza e sei o que significa perder direitos básicos", argumentou.
Rowling encerrou dizendo que respeita o direito de Emma e dos colegas de abraçarem a ideologia de identidade de gênero, mas reivindicou seu próprio direito de discordar.
"Adultos não podem esperar se aproximar de um movimento ativista que pede meu assassinato e depois afirmar o direito ao meu amor como se eu fosse sua mãe. Emma tem o direito de me criticar, e eu tenho o mesmo direito de responder. Finalmente decidi exercê-lo", concluiu a escritora.
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