A gente manda.
Você recebe.
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EX-BBB
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Milena Lages em foto publicada nas redes sociais; a ex-recreadora infantil participou do BBB 26
A ex-BBB Milena Lages se pronunciou após ser cobrada nas redes sociais a comentar as críticas que o apresentador Luciano Huck fez ao Bolsa Família. Em longo desabafo, a ex-recreadora infantil defendeu o programa social, relembrou a própria infância em situação de pobreza e afirmou que o benefício foi importante para sua família em momentos difíceis.
O assunto foi abordado pela vice-campeã do BBB 26 por meio de uma publicação no X nesta segunda-feira (25). Ela decidiu se manifestar após ser questionada por um perfil na plataforma.
"Por que ainda não gravou um vídeo?", questionou a conta identificada como Wekzatsh. "Porque não sou obrigada! Sou muito grata por pessoas como a Ana [Paula Renault] darem visibilidade ao assunto", iniciou Milena.
"Apoio e acho certo o posicionamento dela, mas tem assuntos nos quais, mesmo sendo necessários e eu tendo vivido na pele e tendo propriedade de fala, não posso me envolver ou falar. Sempre sou atacada e dizem que estou querendo 'biscoitar', até porque eu não teria a visibilidade que o vídeo dela teve, e vocês sabem o porquê", seguiu.
Apesar de, inicialmente, ter se recusado a opinar sobre o assunto, Milena mudou o tom do discurso e saiu em defesa do programa social:
O Bolsa Família ajudou muito minha família, minha avó, mãe e tios, mas trabalho desde os 10 anos porque só o Bolsa não bastava. Acho um tremendo absurdo e falta de respeito com quem o benefício realmente ajuda dizerem que o Bolsa Família é para acomodados, porque eu bem sei que nunca me acomodei. Era uma luz paga, uma água, metade de um aluguel, remédio e comida na mesa.
"Para uma mãe solteira com três filhos, era barra, e, quando ela não tinha trabalho, eu bem sei o que ajudou a sustentar nós três: o Bolsa. Mas, quando não precisamos mais dele, saímos do programa com uma gratidão imensa, porque eu consegui sair do CLT e abrir meu próprio negócio", relatou.
O Bolsa não seria tão 'malvisto' assim se as pessoas, na prática, vivessem na pele a pobreza extrema, acordassem um dia de manhã e não tivessem comida para o filho, tivessem que abrir mão do filho por não ter um teto, ou ir para a escola apenas para comer. Não falo por falta de argumentos, mas porque a minha própria história já é a resposta.
"Enquanto falam de teorias atrás de uma tela, eu sigo sendo a prova viva de que o auxílio acolhe, mas o trabalho liberta. Saí da extrema pobreza para ser dona da minha própria história, quebrar ciclos. Julgar o prato do outro de barriga cheia é muito fácil. Difícil é ter a coragem de calçar os sapatos de quem venceu a fome e hoje prospera. Minha gratidão ao passado é eterna, meu orgulho do presente é gigantesco, e o meu silêncio em certas discussões é apenas escolher não ser atacada gratuitamente", finalizou a ex-BBB.
Na fala que tem gerado repercussão negativa, Luciano Huck mencionou uma cidade na Bahia e tentou associar a quantidade de famílias atendidas pelo Bolsa Família com uma suposta dificuldade de realizar mudanças estruturais para de fato ampliar oportunidades de mobilidade social.
"Ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem. Na verdade, elas queriam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa ad aeternum [para sempre]", diz um trecho que viralizou nas redes sociais.
Após receber críticas, Luciano Huck também se manifestou em suas redes sociais. Em um Story publicado em seu perfil oficial neste domingo, o apresentador do Domingão com Huck disse que a fala foi "tirada de contexto". Contudo, não negou que tem críticas aos programas sociais do governo.
"A gente está falando de uma fala em um evento fechado. Fora do Domingão, não é nas redes sociais, não foi uma entrevista que eu dei. E um trecho dessa fala acabou circulando meio fora de contexto. Em alguns cortes, dá a entender que eu seria contra programas de proteção social. Isso não é verdade", falou.
"Eu sou a favor de políticas de proteção social que ajudam milhões e milhões de brasileiros. Enfim, o que eu defendo é que esses programas sejam constantemente aperfeiçoados. Num mundo com inteligência artificial, num mundo com muita tecnologia, com muitos dados, que a gente tenha eficiência no resultado", justificou ele.
"A tecnologia nos permite entender a realidade de cada família, individualizar esses programas. Os recursos vão chegar de forma ainda mais eficiente a quem realmente precisa para evitar corrupção, para evitar gasto indesejado. Proteção social é fundamental, mas ela precisa caminhar junto com a educação de qualidade, com geração de oportunidade, com direito de escolha. O objetivo é apoiar quem precisa hoje, mas também criar caminhos para que essas famílias possam ter autonomia no futuro", concluiu.
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