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DO CONTRA

Antes de morrer, Manoel Carlos explicou por que nunca deu Helena para Lilia Cabral

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Lilia Cabral em entrevista ao Conversa com Bial exibida em junho de 2025

Lilia Cabral se emocionou ao falar de Manoel Carlos no Conversa com Bial no ano passado

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 10/1/2026 - 20h37

Morto neste sábado (10) aos 92 anos, o autor Manoel Carlos transformou a vida de várias atrizes ao convidá-las para dar vida a uma de suas Helenas, as tradicionais mocinhas de suas novelas. Lilia Cabral, porém, nunca teve essa honra, apesar de ter participado de vários folhetins de Maneco. Ele afirmou, no entanto, que tinha um ótimo motivo para isso.

No especial Tributo a Manoel Carlos, produzido pela Globo em 2024 para homenagear o autor em vida, ele não chegou a gravar um depoimento inédito, mas mandou uma carta para ser lida por Lilia diante das câmeras.

Na mensagem, explicou porque a atriz foi "preterida" por nomes como Lilian Lemmertz (1937-1986), Maitê Proença, Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni, Taís Araujo, Bruna Marquezine e Julia Lemmertz.

"As pessoas muitas vezes me perguntam por que ela nunca fez a Helena. Porque ela, para mim, é a antagonista ideal. Se eu boto ela de Helena, quem é a antagonista da Lilia Cabral? É difícil. Ela é muito boa antagonista. Ela é a que combate a heroína, é a rival da heroína", explicou Maneco.

O autor decretou, no entanto, que as personagens de Lilia não eram más, apenas obstáculos na trajetória das protagonistas. "Ela nunca foi vilã. Ela tinha razões pra ser do jeito que ela era. Então, nas minhas novelas, todas elas, ela fez quase todas e sempre se destaca. Não adianta dar papel pequeno pra Lilia. Ela fica grande", decretou o autor.

Lilia teve papéis de destaque em quatro folhetins de Manoel Carlos: a parceria começou em História de Amor (1995), na qual ela interpretou Sheila; depois, veio Laços de Família (2000), da qual ela participou como Ingrid; em Páginas da Vida (2006), Lilia viveu a terrível Marta; e, em Viver a Vida (2009), Tereza.

Ela só ficou de fora das outras novelas recentes de Maneco porque já estava escalada para outros trabalhos: não fez Por Amor (1997), por exemplo, para atuar no remake de Anjo Mau. Na época de Mulheres Apaixonadas (2003), ela faria Chocolate com Pimenta. E ficou de fora de Em Família (2014) pois estava reservada para viver a Maria Marta de Império, exibida na sequência.

Para Taís Araujo, porém, Lilia Cabral foi a verdadeira Helena de Viver a Vida, já que Tereza tinha mais características associadas ao perfil de mocinhas do autor do que à ex-modelo que ela interpretou --e que foi rejeitada pelo público.

"Quem tinha a maior característica de Helena era a Lilia Cabral. Que, por ter feito tantas novelas do Manoel Carlos, merecia ter feito aquela Helena. A questão familiar era a redenção entre aquela mãe e aquela filha. Eu tenho sempre a sensação de que eu não era pra ter sido a Helena ali. A Helena era para ter sido a Lilia Cabral", declarou a artista no mesmo Tributo.

Taís foi a primeira (e única) Helena negra. Além disso, a personagem dela era diferente das demais Helenas em outros aspectos: jovem, solteira, sem filhos e bem-sucedida na carreira de modelo internacional. "Era difícil aceitar uma negra bem posicionada, sem justificar por que ela estava ali, qual era tinha arrastado até então para poder fazer parte daquele lugar", avaliou a atriz.


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