A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
EM PODCAST
REPRODUÇÃO/YOUTUBE

A apresentadora e cantora Angélica foi entrevistada por Fátima Bernardes e filha em podcast
Angélica voltou a comentar sobre a suposta rivalidade com Xuxa Meneghel e Eliana Michaelichen que marcou sua trajetória nos anos 1990. Em participação no podcast Cá Entre Nós, de Fátima Bernardes e Beatriz Bonemer, a apresentadora afirmou que a disputa entre as três foi alimentada durante anos pela mídia e pelo público --e chegou a parecer real para as envolvidas.
"Claro que em algum momento a gente também acreditou nessa rivalidade, porque todo mundo contava essa história. Era como na escola, na universidade ou no trabalho, em que você coloca uma [mulher] contra a outra, mas de forma muito maior, porque era na televisão", disse.
Na época, as três comandavam programas infantis de grande audiência e eram frequentemente comparadas. Para Angélica, a competição era tratada como um verdadeiro clássico entre torcidas.
"Durante a nossa geração, foi criado esse movimento para ser um 'Fla-Flu' mesmo. Isso era bom para quem? Isso era bom para a mídia, isso era bom para os homens... Mas não para a gente, não para as mulheres, não para o que a gente quer que as meninas hoje vivam", afirmou.
A apresentadora avaliou que esse tipo de narrativa acabava transmitindo uma mensagem equivocada para o público feminino. "A gente estava ali fomentando uma situação péssima para as meninas, de aprenderem com suas 'ídolas' a rivalizar, a serem competidoras uma da outra", declarou.
Segundo Angélica, a percepção mudou à medida que ela, Xuxa e Eliana passaram a conviver mais. "Quando a gente começou a se conectar, a gente viu que também não é bem isso, tem algumas afinidades e que vieram coisas muito parecidas", contou.
Ela ressaltou que a aproximação não significou necessariamente uma amizade instantânea, mas permitiu que as três construíssem uma relação baseada em respeito e reconhecimento mútuo.
"Amizade não é uma coisa que você cria e fala: 'Você é minha amiga agora'. Mas existe o respeito pela história. A nossa história é muito próxima. Então, tem que ter esse respeito", afirmou.
Nos últimos anos, as três apresentadoras passaram a aparecer juntas com mais frequência e a rebater qualquer ideia de rivalidade. Um dos momentos mais simbólicos aconteceu no Criança Esperança de 2025, quando dividiram o palco como apresentadoras do especial que celebrou os 40 anos do projeto.
Para Angélica, essa união tem um significado que vai além da televisão. "A gente tem esse privilégio de poder falar com outras mulheres, ser esse ponto de identificação. Não pode abrir mão disso", concluiu.
Confira a entrevista completa:
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