A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DANIELA UNGARETTI
REPRODUÇÃO/RBS

Daniela Ungaretti no comando do RBS Notícias; âncora de afiliada da Globo perdeu irmã gêmea
Âncora da RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, Daniela Ungaretti se afastou temporariamente do RBS Notícias após a morte da irmã gêmea, Juliana Ungaretti. A jornalista usou as redes sociais para explicar aos telespectadores a ausência na bancada na última semana e contou que a perda aconteceu de maneira "repentina" e "inesperada". Juliana morreu na madrugada da última segunda-feira (24), aos 49 anos.
"Tem muita gente me perguntando por que eu não estou no jornal. A verdade é que, nesta semana, nossa família passou por um momento muito difícil. Minha irmã gêmea nos deixou", afirmou ela em vídeo publicado nas redes sociais. A apresentadora não divulgou a causa da morte, mas prestou uma homenagem à irmã e destacou características da personalidade dela.
"Ela sempre foi uma mulher forte, com muita atitude e que sempre defendeu com muita certeza aquilo que queria e acreditava. Ela fez as escolhas dela e acredito que ela foi feliz, mas eu acredito que ela tinha muito mais para viver", disse.
A morte aconteceu a poucos dias de uma data especialmente simbólica para as duas. Juliana completaria 50 anos em 8 de setembro, junto com Daniela. Ao longo da vida, as irmãs dividiram a celebração do aniversário.
"Sempre dividi essa data com ela. Brincava que ela era a mais velha por ter nascido cinco minutos antes. Infelizmente, não vou ter minha irmã comigo para comemorar os nossos 50", lamentou.
Juliana, chamada de Júlia pela família, mantinha uma vida mais discreta, apesar da curiosidade dos seguidores de Daniela em conhecer a irmã gêmea da jornalista. Segundo a apresentadora, ela dedicava a vida à maternidade e deixa quatro filhos, que agora enfrentam a perda da mãe.
"Minha irmã era uma baita mãe, uma mãe maravilhosa, tem quatro filhos que estão inconsoláveis por ter que se despedir da mãe de uma forma precoce", ponderou.
A apresentadora também compartilhou o desafio de comunicar a morte à avó. "Foi também um momento difícil ter que contar para a minha avó que ela precisava da neta. Afinal, essa não é a ordem natural da vida", contou. "Eu sei como é essa dor porque eu também me despedi da minha mãe. Quando faleceu, ela tinha só 46 anos", afirmou.
Para ela, a perda de alguém próximo é difícil de compreender. "A verdade é que ninguém está preparado para isso, independentemente da idade e da fase da vida", disse.
Daniela também admitiu que a família tenta lidar com os questionamentos que surgem diante de uma morte inesperada. Mesmo diante da dor pela ausência de Juliana, ela afirmou que acredita que a separação não é definitiva.
"O que me conforta é que eu acredito em um reencontro. Acredito que essa passagem que a gente vive aqui não é a mais importante e que existe um lugar melhor, onde todos nós vamos nos reencontrar em um grande abraço", declarou.
Daniela reconheceu, porém, que a fé não elimina a saudade provocada pela morte. "Enquanto a gente estiver aqui, a gente vai ter que lidar com a ausência e essa dor incrível da saudade", finalizou.
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