A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DESPESAS DE R$ 300 MIL
Reprodução/Instagram

Retiro dos Artistas acolhe 46 residentes e oferece uma série de serviços assistenciais
Cida Cabral, administradora do Retiro dos Artistas, quer conclamar mais representantes da classe artística para realizar doações fixas mensais à instituição. Atualmente, segundo ela, o público geral, com pessoas de fora da arte, é o que mais contribui para a manutenção do local.
"Hoje, o Retiro recebe mais ajuda de pessoas comuns do que da própria classe artística. Tem poucos artistas que doam, quando deveriam ser muito mais. Temos uma turma bacana, mas poderia ser infinitamente maior", aponta ela em entrevista ao Notícias da TV.
Cida faz uma estimativa de que, atualmente, 90% das doações vêm de pessoas comuns. "São aquelas que doam R$ 20, R$ 30, na medida que elas podem. O pouco que tem da classe artística contribui com mais", relata.
A diretora revela que, atualmente, as despesas fixas do espaço giram em torno de R$ 300 mil. "Temos que buscar doação o tempo inteiro", desabafa. "Se a gente tivesse um grupo de 100 a 300 artistas com uma doação mensal, tenho certeza de que a gente não passaria sufoco como vira e mexe passa."
Com o objetivo de angariar mais doadores, Cida colocou um funcionário especificamente para fazer contato com a classe artística. "Quem puder doar R$ 50, doe, quem puder doar R$ 500, doe. Mas que seja uma doação fixa, mensal, para nos ajudar nesses serviços assistenciais", pediu.
Fundado em 1918, o Retiro dos Artistas ocupa um espaço de 15 mil metros quadrados em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Além dos dormitórios, o espaço abriga teatro, cinema, biblioteca, piscina e salão de cinema. Atualmente, são 46 residentes, mas mais de 6 mil artistas já foram acolhidos pela instituição.
No próximo semestre, a Netflix vai concluir as obras de um estúdio de dublagem, que vai ajudar a formar residentes para trabalhos na área, além de gerar receita para a instituição com a possibilidade de locação. Cida reforça seu desejo de reposicionar a imagem do Retiro como um local que vai além do acolhimento e mantém esses artistas na ativa.
A instituição existe para acolher, para amparar, mas não significa que a pessoa está indo lá para morrer. Ela está indo lá para continuar a vida com a tranquilidade de saber que, se amanhã não tiver mais trabalho, contrato, ela tem onde morar e onde comer. Mas não tem mais esse estereótipo de que o artista está indo para lá porque é o fim da vida.
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