A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
ELENCO MORNO
REPRODUÇÃO/DISNEY+

Bianca Becker e Marina Keller na Casa do Patrão; programa está no ar há mais de um mês
Há exatamente uma semana, o diretor Boninho mudou regras da Casa do Patrão após críticas do público sobre o marasmo de parte do elenco do reality. As alterações, no entanto, ainda não causaram impacto significativo na convivência dos confinados. Mesmo com novas dinâmicas, muitos participantes seguem presos a uma rotina morna, o que acaba tornando a experiência pouco atrativa para quem acompanha o programa no Disney+.
As mudanças foram anunciadas na última sexta (22) pelo ex-diretor da Globo por meio das redes sociais. Além de zerar as contas dos participantes, Boninho alterou o sistema de votação da casa e aproximou a dinâmica de um formato mais popular entre o público, no qual todos os jogadores têm a oportunidade de mirar seus adversários cara a cara.
O diretor também liberou a circulação dos moradores por todos os ambientes da casa --Trampo, Patrão e Convivência-- e apostou em participações para tentar movimentar a disputa. Nomes como Dudu Camargo, Marcia Fu e até Sonia Abrão já entraram na sede na tentativa de apimentar o jogo.
Apesar das movimentações de Boninho, os conflitos entre os confinados parecem bastante restritos às edições ao vivo, quando o apresentador Leandro Hassum procura incentivar o posicionamento dos participantes mais calados. As confusões, porém, continuam concentradas em poucos nomes, como Sheila Barbosa e Nataly Silva, que raramente deixam as provocações passarem batidas.
E por falar em Sheila, o favoritismo da policial também começa a ficar cada vez mais evidente dentro da própria Casa do Patrão. Por ser uma das poucas participantes que se movimentam desde o início da temporada, ela acabou conquistando uma fatia da bolha que acompanha o reality da Record.
O problema é que a centralização da narrativa em Sheila também cria um efeito negativo dentro do confinamento. Com boa parte dos enredos girando em torno da baiana, o reality encontra dificuldades para desenvolver novos protagonistas e rivalidades, principalmente porque os rivais da policial têm sido eliminados semana após semana.
Sem jogadores dispostos a assumir o posto de "vilão" ou criar histórias paralelas dentro da casa, a sensação para quem assiste é de repetição constante e, consequentemente, de uma rotina morna. A disputa acaba resumida a um embate entre grupo um e grupo dois --formato já bastante explorado em outros realities do gênero e que dificulta o surgimento de conflitos inéditos e novos personagens.
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