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CEGUEIRA EMOCIONAL

Tentativa de 'corrigir o passado' pode sabotar jogo de Sarah no BBB, diz psicóloga

REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

Foto mostra Sarah Andrade encarando o próprio rosto no espelho

Sarah Andrade no BBB 26; a influenciadora digital está no quarto paredão da temporada

GABRIELA RODRIGUES

gaby@noticiasdatv.com

Publicado em 10/2/2026 - 16h00

Sarah Andrade corre o risco de deixar o BBB 26 nesta terça-feira (10) por causa do caminho que escolheu seguir em sua segunda passagem pelo confinamento. Criticada durante a edição de 2021, a influenciadora agora tenta construir a imagem de que está do lado certo e elabora teorias de que pode ser uma das favoritas da atual temporada --mesmo com várias provas de que fez alianças equivocadas.

Ao Notícias da TV, a psicóloga Letícia de Oliveira aponta que a Veterana tem boas chances de se prejudicar em razão da narrativa que escolheu adotar. Apesar de ainda contar com uma base de fãs, Sarah não parece ter a mesma força de quando se uniu a Gil do Vigor e Juliette Freire há cinco anos -- depois, ela abriu mão da aliança com a eventual campeã e acabou eliminada.

"Quando alguém passa por uma rejeição pública intensa, isso pode deixar marcas psíquicas importantes. A afirmação recorrente de estar 'do lado do bem' pode funcionar como uma reelaboração inconsciente da própria história, quase como uma tentativa de corrigir simbolicamente o passado", observa. 

Não significa, necessariamente, algo estratégico ou falso, mas uma necessidade interna de se afastar de uma identidade que foi socialmente rejeitada e reconstruir outra que seja mais aceita e moralmente validada.

"Do ponto de vista psicológico, quando a imagem pública é ferida, a pessoa tende a buscar mecanismos de reparação narcísica. Reforçar atributos positivos, como justiça, bondade ou coerência moral, ajuda a restaurar a autoestima e a sensação de pertencimento. Em contextos de alta exposição, como o BBB, essa necessidade se intensifica, porque o julgamento é coletivo, contínuo e amplificado pelas redes sociais", continua. 

A especialista explica que, por causa do confinamento, os participantes costumam se apegar a teorias que muitas vezes não fazem o menor sentido para quem assiste ao reality do lado de fora.

"Esse discurso pode funcionar como uma forma de alinhamento imaginado com o público. O participante cria uma leitura, que nem é sempre precisa, do que acredita que o espectador valoriza naquele momento histórico e tenta se posicionar a partir disso. O problema é que o público não é homogêneo, e o excesso de autoafirmação moral pode soar defensivo ou até artificial, gerando o efeito oposto ao desejado", comenta. 

O confinamento gera uma espécie de bolha perceptiva. O grupo passa a validar a si mesmo, criando narrativas internas que fazem sentido apenas ali dentro. Além disso, admitir que o público está contra implica reconhecer falhas, rever alianças e, muitas vezes, lidar com frustrações profundas.

"Psicologicamente, é menos doloroso acreditar que o público 'não está entendendo' do que aceitar que a própria leitura do jogo foi equivocada. As votações, então, são reinterpretadas para manter a coerência interna do grupo, mesmo quando os sinais externos já são bastante claros", completa a especialista. 


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