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REDES SOCIAIS

Se não dá para ganhar no Ibope, Boninho quer vencer no hype com Casa do Patrão

REPRODUÇÃO/RECORD

Homem de terno preto aponta para a câmera e sorri forçadamente

Leandro Hassum na Casa do Patrão; reality terá vida difícil na audiência, mas come pelas beiradas

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 30/4/2026 - 9h00

Os primeiros dias de Casa do Patrão já deixaram claro que o reality show não terá vida fácil no Ibope. E essa não é exatamente uma realidade que o diretor J. B. Oliveira e sua equipe desconheciam. Pelo contrário: Boninho já deu sinais de que entende bem qual é o seu jogo --fazer o programa render, cair na boca do povo e conquistar espaço não apenas na TV aberta e no streaming, mas principalmente nas redes sociais.

Não à toa, uma das primeiras novidades anunciadas pelo marido de Ana Furtado foi que os vídeos diários produzidos pelos participantes --num esquema parecido com o raio-x do BBB-- vão ser disponibilizados diretamente no perfil do Instagram de cada um.

As redes sociais já são a segunda --senão a primeira-- janela de exibição de qualquer reality show. O BBB 26, por exemplo, foi acompanhado por diversas pessoas mais pelos cortes nas mídias digitais do que pela edição ao vivo.

Boninho sabe disso e, portanto, não será exatamente uma surpresa se a Casa do Patrão ganhar mais e mais atenção também nas redes da Record e da Disney+. Esse também é um chamariz importante para o mercado publicitário, que tem colocado mais verba no digital que na televisão.

Não foi por acaso que, mesmo depois a estreia, o reality ganhou alguns novos patrocinadores. Assim como no BBB, as marcas não querem apenas aparecer na TV aberta, mas também nos vídeos que viralizam –se for uma prova de resistência, melhor ainda: serão horas e mais horas do seu produto exposto no pay-per-view e na web.

O programa da Globo ainda tem uma questão com a superexposição publicitária, que acaba atrapalhando o jogo; uma questão que dificilmente deve se repetir com Casa do Patrão. Para o lado ruim, mas também para o bom --permitindo um jogo mais orgânico, mais fluido.

No fim das contas, a Casa do Patrão não depende apenas do Ibope para se provar relevante. Ao apostar na circulação digital e na repercussão nas redes, Boninho reposiciona o reality para um cenário em que engajamento vale tanto quanto audiência --e pode ser aí que a situação realmente vire.


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