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IGUAL UM CACTO

Sarah tenta transformar BBB 26 no 21, mira em Juliette e acerta em Karol Conká

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Mulher loira está deitada em uma espreguiçadeira, com expressão de choque e olhos arregalados, enquanto conversa com um homem fora de foco à frente.

Sarah Andrade no BBB 26: estratégia da participante se mostra um tanto arriscada no jogo

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 5/2/2026 - 21h00

A insistência de Sarah Andrade em manter a estratégia mesmo após o terceiro paredão do BBB 26 revela a tentativa dela de transformar a temporada atual em um remake do BBB 21. Ao se colocar no papel de Juliette Freire, a publicitária aposta em uma narrativa de vítima e resistência. O risco, porém, é evidente: sem recalibrar o jogo, ela pode acabar associada muito mais à rejeição de Karol Conká do que ao favoritismo que marcou a trajetória da campeã.

Mesmo com o discurso de Tadeu Schmidt, que apenas Milena Lages interpretou até aqui da maneira correta, Sarah insiste em colocar Ana Paula Renault não como a protagonista, mas como a vilã do jogo.

Ela chegou até mesmo a comentar com aliados que a disputa entre a jornalista e Brigido Neto deve ter sido apertada. Não poderia estar mais errada. O empreendedor foi eliminado com alta rejeição, e Ana Paula chegou a ter menos votos do que Leandro Boneco.

A impressão é que Sarah quer emplacar junto ao público a narrativa de que a mineira é uma personagem como Karol Conká, que estaria desestabilizando de propósito os concorrentes e até mesmo passando dos limites.

O problema é que, aparentemente, o telespectador vê Ana Paula como uma das poucas pessoas que está realmente disposta a brigar pelo prêmio de R$ 5,5 milhões. Ela acabou se convertendo na porta-voz do público que detestou o antijogo das duas últimas edições, acabando com o marasmo da casa.

O mais interessante é que o perfil da jornalista é bem diferente de Juliette, pois está muito mais para uma anti-heroína do que para uma injustiçada. Ela é como a Nina (Débora Falabella) de Avenida Brasil (2012), que não necessariamente está certa, mas tem uma boa justificativa para os seus atos.

No fim das contas, ao insistir em uma leitura que o público claramente não está fazendo, Sarah corre o risco de se desconectar de vez da dinâmica real do jogo. Enquanto tenta fabricar uma vilã para sustentar a própria narrativa, ela ignora os sinais externos, os resultados das votações e até os recados mais diretos da apresentação. 

Em um BBB cada vez mais atento à coerência e à coragem de se posicionar, insistir no roteiro errado não transforma ninguém em protagonista --apenas antecipa o desgaste e aproxima a eliminação.


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