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PROCESSO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Pedro Henrique Espindola no BBB 26: participante desistente trava briga judicial contra a Globo
Pedro Henrique Espindola elevou o tom da briga com a Globo e passou a exigir espaço em atrações de grande alcance da emissora para se defender publicamente. Alvo de uma cobrança de R$ 1,5 milhão por suposta violação de cláusulas de confidencialidade do BBB 26, o ex-participante enviou uma contranotificação por meio de seus advogados e incluiu entre os pedidos o direito de resposta no Jornal Nacional.
O embate entre Pedro e a Globo começou no início de março, quando o ex-BBB entrou na Justiça com um pedido de indenização de R$ 4,2 milhões. Na ação, ele alegou danos morais e descumprimento contratual.
A ofensiva jurídica, porém, abriu uma nova frente de conflito. Isso porque a defesa do ex-participante expôs trechos do contrato firmado com o reality e de informações consideradas sigilosas.
A emissora reagiu com uma notificação formal, na qual reforçou que a divulgação do material não poderia ter ocorrido. Na avaliação da Globo, houve quebra de cláusulas de confidencialidade previstas no acordo assinado por Pedro antes de entrar no programa. Por isso, a empresa passou a cobrar o pagamento de multa milionária.
Na última quarta-feira (1º), os representantes do ex-BBB formalizaram a contranotificação. No documento, os advogados sustentam que a atitude da Globo representaria uma tentativa de silenciar Pedro Henrique depois que ele decidiu contestar judicialmente a emissora.
A defesa também afirma que o ex-participante ficou sem qualquer respaldo após deixar o reality, mesmo em meio ao abalo emocional provocado pela repercussão do caso.
Segundo os advogados, Pedro não recebeu apoio jurídico, psicológico nem institucional da produção após sua saída. Esse é um dos pontos centrais usados pela defesa para tentar enfraquecer a cobrança feita pela Globo e reforçar a narrativa de que o ex-BBB teria sido deixado à própria sorte depois do programa.
Outro argumento apresentado pelos representantes do vendedor diz respeito à falta de espaço para manifestação pública. A defesa afirma que Pedro Henrique não teve direito de resposta diante das acusações que passaram a circular, ao contrário do que teria acontecido em outros episódios envolvendo participantes de edições anteriores do Big Brother Brasil. O texto cita como comparação os casos de Antônio Cara de Sapato e MC Guimê, que deixaram o BBB 23 sob acusação de assédio.
Os advogados também mencionaram Ana Maria Braga na contranotificação. A apresentadora foi criticada por uma declaração em seu programa, quando afirmou que estava feliz por não ter "o desprazer" de entrevistar Pedro. Para a defesa, o comentário ajudou a ampliar a exposição negativa do ex-BBB sem oferecer a ele a chance de se posicionar.
Como condição para encerrar o impasse, os representantes de Pedro Henrique exigem que ele tenha direito de resposta em programas de grande repercussão da Globo. Entre os espaços citados estão o Jornal Nacional e até a novela das nove, em uma tentativa clara de transformar a defesa do ex-BBB em um gesto público de reparação. Além disso, os advogados pedem a retirada imediata da multa aplicada pela emissora.
A defesa estabeleceu prazo de 48 horas para uma resposta da Globo. Caso não haja manifestação dentro desse período, a disputa deve seguir para julgamento na Justiça do Paraná.
Pedro Henrique apertou o botão da desistência em 18 de janeiro, depois de ter tentado beijar Jordana Morais sem consentimento. Na época, Tadeu Schmidt assegurou que o participante seria expulso do programa caso não tivesse desistido antes.
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