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QUINTA SÉRIE?

Ana Paula Renault explica como dar apelidos para rivais no BBB 26 a salvou

BEATRIZ DAMY/TV GLOBO

Ana Paula Renault estende os braços em direção à câmera e sorri abertamente

Ana Paula Renault comemora prêmio de R$ 5,7 milhões do BBB 26 após deixar o reality

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 22/4/2026 - 18h01

Ao longo dos cem dias do BBB 26, Ana Paula Renault irritou seus rivais com apelidos como "Humberto" (Alberto Cowboy), "Quinta Série" (Jonas Sulzbach), Coordenadora do Resort (Maxiane Rodrigues) e Uni-Duni-Tê (Babu Santana). Para a jornalista, que se sagrou a grande campeã do reality na terça (21), os nomes bem-humorados foram essenciais para sua estratégia de jogo.

"[Dar apelidos] Me ajudava a não sucumbir. As pessoas tinham julgamentos muito fortes e distantes da realidade sobre mim, muitas vezes perversos, que me diminuíam. Se o público comprasse essas ideias, eu estaria ferrada para o resto da vida, e isso sempre martelava na minha cabeça."

"Então, quando vi que não entendiam meu sarcasmo e ficavam perdidos, percebi que era uma forma de irritar todo mundo e seguir firme", explicou Ana em entrevista enviada pela Globo à imprensa na tarde desta quarta-feira (22).

A mineira também explicou por que se incomodou tanto com Jonas e Cowboy. "Os dois se faziam de bons moços, defensores da moral e dos bons costumes, mas nós entendíamos que não era bem assim. Eles escorregavam quando esse personagem não estava presente", ressaltou.

"O Tadeu [Schmidt] sempre dizia: 'A estratégia é de vocês', e eu sempre respeitei o jogo de todos. Mas achava justo que o público visse também o que eles faziam quando a máscara estremecia. Minha estratégia era mostrar quem eles realmente eram", disse a jornalista.

Questionada sobre a sua participação no BBB 26 e a sua primeira vez no reality, em 2016, Ana apontou suas mudanças pessoais em uma década. "Eu acho que a principal diferença foi o meu foco. No BBB 16, eu entrei para viver uma experiência dentro dos Estúdios Globo, queria entender como era a casa do BBB. Achei que ficaria apenas uma semana, para depois contar às minhas amigas como tinha sido", lembrou a Veterana.

"Minha irmã mais nova sempre foi muito fã do programa, ela assinava o pay-per-view porque naquela época era na TV a cabo. Então, ela me incentivou a ir, nem que fosse só para conhecer e contar para ela como era. Entrei nesse novo mundo mais na brincadeira, pela diversão, pelo oba-oba de estar na Globo."

"Já agora, 10 anos depois, entrei focadíssima na missão que meu pai me deu. Alcancei meu objetivo graças a todas as pessoas que me apoiaram do início ao fim, porque nada teria valido a pena sem elas. Tenho plena convicção de que cumpri minha missão porque o público esteve comigo", cravou a campeã.

Ela ainda ressaltou que nunca escondeu que queria o dinheiro e que estava disposta a jogar, o que pode ter sido seu diferencial. "Entrei sem estratégia definida, porque achava que precisava sentir o elenco e o jogo. Falei isso mais de uma vez. As coisas foram se desenhando naturalmente, eu fui percebendo situações que caíam no meu colo. A partir desse desenho, fui juntando pontos, cada participante dava uma nota e eu fui dançando conforme a música."

"Minha estratégia acabou sendo expor a estratégia dos outros, porque desde o primeiro dia eu dizia que estava jogando. Muitos floreavam objetivos diferentes, pareciam ter vergonha de admitir que estavam lá pelo dinheiro, mesmo estando numa casa cheia de diamantes, ouro e dinheiro na decoração", alfinetou a nova milionária.

"Alguns forjavam personagens: um era o bom moço, a outra a gatinha... Eu observava isso e sentia a obrigação de expor para o público, para que nos julgassem de forma transparente. Então, meu jogo era expor o jogo dos outros e irritar quem me irritava", finalizou Ana Paula.


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