A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DILEMAS DO IBOPE
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O apresentador Luciano Huck à frente do Você Decide: quadro mais visto do Domingão, na Globo
O Você Decide voltou à programação da Globo como um especial do Domingão com Huck. Com um forte apelo nostálgico, o formato não escapou de críticas nas redes sociais e foi comparado até mesmo às novelas verticais –especialmente pela alta carga dramática e uma estrutura focada em ganchos e reviravoltas para prender a atenção imediata do espectador.
De acordo com os dados obtidos pelo Notícias da TV com fontes junto ao mercado, o Você Decide foi o quadro mais visto do programa de Luciano Huck neste domingo (21) –com 10,4 pontos de média e 19,4% de share (porcentagem de televisores sintonizados numa mesma atração) entre 17h40 e 18h31.
A nova leva de episódios foi diretamente beneficiada pela sua faixa de exibição, principalmente porque antecedeu o jogo entre Uruguai e Cabo Verde pela Copa do Mundo.
Com 16,4 pontos na Grande São Paulo, a partida elevou os índices da Globo em 59,22% em relação à média geral do Domingão, que chegou a 10,3.
Para se ter uma ideia, o Você Decide foi mais assistido do que todas as atrações da Record, do SBT e da Band. Ainda teve um público maior do que o Globo Rural (6,3 pontos), o Viver Sertanejo (8,8 pontos) e o Esporte Espetacular (8,8 pontos).
A atração mais vista da Globo no domingo foi o Fantástico, com 16,6 pontos e 28,4 de share na capital paulista. A revista eletrônica ficou espremida entre dois jogos da Copa.
Em relação à semana anterior, Virginia viu o seu quadro no Domingão perder público, marcando 9,8 pontos e 18,6% de share entre 17h17 e 17h25. Ela foi menos vista, por exemplo, do que o filme Viúva Negra (2021) exibido na sessão Campeões de Bilheteria, com 10,4 pontos.
Exibido pela Globo entre 1992 e 2000, o Você Decide foi um marco da interatividade na televisão brasileira, muito antes da internet e das redes sociais dominarem o debate público. O formato era simples, mas revolucionário para a época: um episódio apresentava um dilema moral ou social tenso e, no bloco final, o público decidia o destino dos personagens por meio de ligações telefônicas gratuitas.
O programa funcionava como um "tribunal eletrônico". Casos de adultério, eutanásia, aborto, preconceito e corrupção eram encenados por um elenco de peso. Enquanto a história se desenrolava, um apresentador --como Tony Ramos, Antônio Fagundes, Walmor Chagas (1930-2013) e Susana Werner-- ficava em uma central telefônica ao vivo, mostrando o placar da votação e atiçando o telespectador.
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