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RETA FINAL

Reprisada pela décima vez, A Escrava Isaura vira curinga infalível para a Record

Reprodução/Record

Mulher com expressão sonhadora usa vestido de época

Bianca Rinaldi em A Escrava Isaura; novela é sucesso mesmo com sétima exibição em dez anos

LUCIANO GUARALDO e DANIEL FARAD

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 14/4/2026 - 6h10

Apesar de escalar novelas turcas e produções bíblicas para o seu horário nobre, a Record encontrou uma arma não tão secreta, mas completamente inesperada, para a faixa da tarde. Originalmente exibida em 2004, A Escrava Isaura entrou em sua reta final fazendo bonito na audiência e sem dar espaço para o SBT crescer --mesmo em sua décima reprise na TV brasileira.

Para comemorar os 150 anos do lançamento do romance homônimo escrito por Bernardo Guimarães (1825-1884), a emissora decidiu resgatar sua novela curinga --campeã absoluta de reprises no Brasil-- em versão remasterizada, que teve som e imagens aprimorados com o auxílio de inteligência artificial.

A aposta deu certo. A Escrava Isaura tem segurado a vice-liderança e, embora não chegue a ameaçar a Globo, consegue manter o SBT e a Band à distância, um feito e tanto para uma novela de 22 anos atrás e que já foi reprisada à exaustão --só na Record, essa é sua sexta exibição, mas ela também já foi ao ar na TV Brasil, na Rede Família e até no extinto canal Fox Life.

Mais do que isso, a trama tem registrado crescimento em sua audiência na reta final. Levantamento exclusivo do Notícias da TV aponta que a novela protagonizada por Bianca Rinaldi teve média de 4,5 pontos na Grande São Paulo entre 9 de fevereiro e 6 de março, número que subiu para 4,8 no período de 9 de março a 3 de abril --uma variação positiva de 6%.

O share (a participação de televisores ligados no momento da exibição) também aumentou de 11,5% para 12,3%, um crescimento de 7%. Em um momento no qual a TV consegue índices cada vez menores e o público tem trocado a programação linear pelo conteúdo on demand ou por outras opções de entretenimento, qualquer acréscimo é bem-vindo.

A Escrava Isaura ainda bateu recorde no último dia 30, com 5,4 pontos e, entre 6 e 10 de abril, superou 5,0 na média semanal pela primeira vez na atual exibição. Com o último capítulo previsto para ir ao ar no próximo dia 23, a tendência é de que a audiência ainda cresça alguns décimos preciosos.

O desempenho é mais surpreendente se levado em conta que a novela é exibida entre o Balanço Geral e o Cidade Alerta, programas policiais que nada têm a ver com um folhetim que segue o formato clássico do melodrama, com mocinha romântica, galã heroico e vilão terrível. Nem uma inevitável troca de público prejudica a história.

Quem matou Leôncio em A Escrava Isaura?

Um dos atrativos para a reta final do folhetim é o assassinato do vilão Leôncio (Leopoldo Pacheco). Apesar das várias reprises, ainda é impossível prever quem será o culpado da vez. É que a Record gravou finais diferentes e, a cada exibição, exibe uma versão para surpreender.

O culpado na transmissão original, encerrada em 2005, foi o capataz Chico (Jonas Mello). Mas Malvina (Maria Ribeiro), Rosa (Patrícia França) e Belchior (Ewerton de Castro) também já ficaram com as mãos sujas de sangue nas reprises. Quem será o escolhido para a versão remasterizada?


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