A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
NA RECORD
RODRIGO COCA/AG. CORINTHIANS

O jogador Breno Bidon no clássico entre Corinthians e São Paulo pelo Campeonato Paulista
A disputa entre as emissoras de TV e o streaming tem se intensificado nos últimos anos, mas o sinal aberto ainda leva ampla vantagem quando o assunto é esporte. As transmissões do Campeonato Paulista pela Record exemplificam esse cenário: em alguns jogos, a audiência chega a ser quase dez vezes superior à registrada por plataformas populares, como a CazéTV.
O Notícias da TV obteve acesso aos números do Sport Audience Measurement, realizado pela Kantar Ibope, que é a primeira ferramenta a monitorar as audiências de competições esportivas em TV aberta, TV paga e streaming sob a mesma régua de comparação.
É sempre importante lembrar que o streaming também divulga métricas próprias --muitas vezes baseadas em dados internos ou de plataformas como o YouTube--, que não são expressas em pontos de audiência, mas em número de espectadores, geralmente na casa dos milhões. Tratam-se de bases e metodologias distintas, o que inviabiliza uma comparação direta com o Sport Audience Measurement.
Uma das maiores diferenças entre a TV aberta e o streaming foi registrada no empate entre Santos e Corinthians por 1 a 1 em 22 de janeiro. A Record registrou 8,2 pontos, enquanto a Cazé TV chegou a 1,1 ponto.
Mesmo a menor distância é significativa, especialmente porque a diferença entre Record e CazéTV foi de 3,4 pontos no empate entre Guarani e Santos em 18 de janeiro (3,7 x 0,3).
Outro destaque foi o clássico entre Corinthians e Palmeiras, em que a Record chegou a liderar na TV aberta de acordo com a Kantar Ibope. Os números do Sport Audience Measurement também foram positivos, com 9,0 pontos da emissora de Edir Macedo contra 1,6 da CazéTV.
Como a reportagem já havia mostrado, o futebol deve concentrar alguns dos maiores índices de audiência da TV aberta em 2026. Em um cenário de atenção cada vez mais fragmentada, o esporte se mantém como um dos poucos segmentos --ao lado do jornalismo-- capazes de reunir grandes públicos de maneira simultânea.
Telenovelas e séries, por exemplo, vêm perdendo justamente essa força diante das mudanças no hábito de consumo. Hoje, cresce o contingente de espectadores que prefere acompanhar folhetins no próprio ritmo, seja maratonando capítulos, seja optando por horários alternativos ao linear.
É um movimento que a própria dinâmica do futebol dificulta, já que o interesse está fortemente atrelado ao ao vivo. Mais do que isso, o costume de acompanhar partidas pela TV aberta segue enraizado, ainda que o streaming avance gradualmente nesse terreno.
Esse comportamento se intensifica com a atual fragmentação dos direitos de transmissão, que muitas vezes deixa o torcedor em dúvida sobre onde assistir ao jogo do seu time. Diante disso, recorrer ao canal aberto nos horários tradicionais --como domingos e quartas-- acaba sendo mais simples do que buscar a partida nas plataformas, sobretudo quando não há acesso gratuito.
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