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Gilmar Mendes está certo: Horário político derruba ibope da Globo, mas nem tanto

REPRODUÇÃO/TV SENADO

O ministro Gilmar Mendes, de toga preta, camisa clara, gravata azul e óculos, gesticula apontando o indicador durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Gilmar Mendes em sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) na terça-feira (15)

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 16/9/2026 - 16h46

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Em sessão no STF (Supremo Tribunal Federal) na terça (15), o ministro Gilmar Mendes lembrou que o horário político começaria em alguns minutos naquela tarde e derrubaria a audiência da Globo. O jurista não estava equivocado. A propaganda eleitoral realmente puxou os índices do SP1 para baixo no Ibope, mas não tanto quanto o esperado.

Os dados obtidos pelo Notícias da TV mostram que, naquele dia, a primeira parte do telejornal chegou a 9,7 pontos e 29,2% de share (porcentagem de televisores sintonizados em uma mesma atração) das 11h48 às 13h.

O Horário Eleitoral Gratuito, que foi exibido das 13h às 13h25, foi responsável por uma queda de 8,25% nos números da Globo na Grande São Paulo. O bloco vespertino fechou com 8,9 pontos e 26,4% de share, o que representou curiosamente mais do que qualquer programa da Record, SBT e Band no dia.

A segunda parte do SP 1 veio em seguida e não conseguiu reverter a tendência de queda, ficando com 8,6 pontos e 25,0% de share das 13h32 às 13h34. Ou seja, Mendes estava mais do que certo: o bloco eleitoral realmente é um pesadelo para a TV aberta, afastando um público que também não tem voltado mais.

Por outro lado, essa queda abrupta é amenizada na média geral, já que a primeira parte geralmente tem 1h10 minutos, enquanto o segmento exibido após o horário eleitoral tem duração de 10 a 20 minutos. Não é o suficiente para puxar os índices tão para baixo assim no acumulado.

A reportagem também levantou que o SP 1 teve uma variação de apenas 4,08% –positiva, aliás– desde o início do horário político em relação aos últimos dois meses.

O maior problema é no horário nobre

Para a Globo, o bloco noturno da propaganda eleitoral tem dado mais dor de cabeça, principalmente por empurrar Quem Ama Cuida para mais tarde. A produção virou praticamente uma novela das dez, perdendo parte do público que levou semanas para construir –inclusive durante a Copa do Mundo, que também provocou diversas mudanças de horário.

Leia também: Gilmar Mendes faz piada sobre Ibope da Globo por causa do horário eleitoral


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