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Luana e Scooby: Pediatra revela se dá para saber quando filho pegou piolho

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Montagem de fotos de Luana Piovani e Pedro Scooby

Luana Piovani e Pedro Scooby em registros no Instagram; ex-casal protagonizou nova briga

GABRIELA RODRIGUES

gaby@noticiasdatv.com

Publicado em 4/9/2026 - 14h00

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Luana Piovani e Pedro Scooby voltaram a movimentar as redes sociais com uma nova briga. Desta vez, a atriz acusou o ex-marido de ser o responsável pelos piolhos da filha, Liz, após ela passar um período com o pai no Brasil. Ele rebateu que a menina já tinha vindo de Portugal com os insetos na cabeça. A discussão levanta uma questão: é possível saber quando começou a infestação? Segundo a pediatra Ana Carolina Viegas, não há como determinar com precisão.

Ao Notícias da TV, a especialista explica como o parasita costuma ser transmitido e desmistifica a ideia de que a infestação tenha relação com falta de higiene.  

"O piolho (Pediculus humanus capitis) é um inseto que não pula, não voa, apenas rasteja. Ele é transmitido quase exclusivamente por contato direto cabeça a cabeça, quando os cabelos de duas pessoas se tocam. Pense no piolho como um 'passageiro' que muda de 'ônibus' quando o veículo encosta no outro. É isso: contato físico direto", diz Ana Carolina. 

A transmissão por objetos, como pentes, escovas, bonés e capacetes, é possível, mas muito rara. O piolho é um parasita que prefere viver no couro cabeludo, ele não gosta de 'viagens'. Fora da cabeça, ele sobrevive menos de um a dois dias, especialmente em ambiente seco. Logo, compartilhar um pente hoje não significa pegar piolho no mesmo dia, teria que ser um contato muito específico e recente.

"No caso das crianças, as situações mais comuns de contágio acontecem durante brincadeiras com muito contato, em momentos em que estão tirando fotos, quando dormem na mesma cama ou compartilham travesseiro", continua a especialista. 

A médica aproveita para esclarecer que a infestação de piolhos não tem relação com a quantidade de banhos ou com o comprimento dos fios. "Não é porque a criança não toma banho, não lava o cabelo, tem cabelo comprido ou curto. A razão é comportamental: crianças pequenas têm muito mais contato cabeça a cabeça durante brincadeiras e atividades em grupo do que adultos."

Meninas também tendem a ter prevalência maior do que a dos meninos, provavelmente porque em certas faixas etárias há maior contato físico entre meninas durante brincadeiras. O ponto-chave: piolho escolhe crianças não por falta de higiene, mas por oportunidade de contato. Higiene não previne piolho, proximidade transmite.

É possível saber quando começou?

No caso da briga entre Luana Piovani e Pedro Scooby, a atriz afirma que a filha, Liz, teria sido contaminada com piolhos durante sua estada no Brasil. O surfista, no entanto, negou a acusação e disse que a menina já havia chegado ao país com a infestação.

Questionada sobre o assunto, a pediatra explica que não é possível determinar de fato se a criança pegou piolhos no Brasil ou em Portugal. "Não [dá para dizer] com precisão, especialmente com lêndeas sozinhas."

"Lêndeas, os ovos do piolho, têm aquele brilho característico por semanas, mesmo depois de mortas. Você pode estar vendo uma lêndea que eclodiu há três semanas, uma que morreu no tratamento anterior ou uma que ainda vai eclodir. Só observando a lêndea é impossível saber", explica. 

Se você quer uma referência temporal aproximada, ela funciona assim: os ovos levam de sete a 12 dias para eclodir, a ninfa (piolho imaturo) leva mais nove a 12 dias para virar adulto, e o adulto começa a pôr ovos cerca de um dia e meio após ficar adulto. O ciclo completo leva cerca de três semanas. Isso significa que, se você encontrar muitos piolhos vivos, a pessoa provavelmente tem a infestação há pelo menos três ou quatro semanas, mas só vendo as lêndeas não dá para saber.

"Você não precisa esperar que a coceira apareça ou a infestação 'amadureça'. Se há piolhos vivos na cabeça, há risco de transmissão, mas aqui está a pegadinha: uma criança que chega com diagnóstico de piolho 'novo' provavelmente já tem uma infestação de quatro a seis semanas. Pois a coceira demora de quatro a seis semanas para começar. Esse é o tempo necessário para o corpo sensibilizar-se à saliva do piolho."

Tratamento 

A especialista alerta que todos os membros da família devem ser examinados quando há possibilidade de infestação. O tratamento costuma ser feito com loções ou xampus antiparasitários e uso de pente fino.

"Aqueles com piolhos vivos ou lêndeas a menos de um centímetro do couro cabeludo devem ser tratados. É prudente tratar também quem compartilha a cama com a criança, mesmo sem piolhos visíveis", destaca.

Você não precisa desinfectar a casa toda. Foque apenas em itens que tiveram contato com a cabeça nos dois dias anteriores ao tratamento, como lençol e fronha, travesseiros, bonés, gorros, fitas de cabelo e pelúcias que dormem abraçadas com a criança.

"Lave os objetos em água quente por pelo menos cinco minutos e seque em ciclo quente, ou coloque em saco plástico fechado por duas semanas, pois o piolho morre sem acesso ao couro cabeludo. Pentes finos podem ser mergulhados em álcool ou água quente, mas o risco de transmissão por objetos é muito baixo", completa. 


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