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ENTENDA!

Leucemia mieloide: Médica explica doença que assustará Afonso em Vale Tudo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Foto do rosto de Humberto Carrão

Humberto Carrão como Afonso na novela Vale tudo; o personagem será diagnosticado com câncer

GABRIELA RODRIGUES

gaby@noticiasdatv.com

Publicado em 24/8/2025 - 18h00

Nos próximos capítulos de Vale Tudo, Afonso (Humberto Carrão) receberá o diagnóstico de leucemia mieloide e ficará à beira da morte. A doença é um tipo de câncer que afeta as células formadoras do sangue na medula óssea. De acordo com a médica hematologista Joana Koury, existem dois tipos de leucemia mieloide: a aguda e a crônica.

Em entrevista ao Notícias da TV, a especialista esclarece dúvidas envolvendo a condição e explica quais são os tratamentos e as formas de prevenção.

"⁠As leucemias são um grupo específico de neoplasia (câncer) hematológica que acomete as células na medula óssea, que é a nossa 'fábrica do sangue'. Nós classificamos as leucemias entre mieloides e linfoides. Essa subdivisão classifica a doença pelo tipo de células de origem. Na medula óssea, temos as células tronco (células 'mãe') que vão dar origem ao grupo de células linfoides, e outras originam as mieloides", diz a profissional.

As leucemias agudas surgem abruptamente. O paciente começa a apresentar palidez, fadiga, pequenos sangramentos nasal e gengival, além de equimoses [manchas roxas]. Já nas leucemias crônicas, os sintomas aparecem tardiamente: há acúmulo de células mieloides no sangue, mas geralmente sem queixas específicas no início. Na maior parte dos casos, a descoberta ocorre em um hemograma de rotina.

Segundo Joana, de modo geral, os fatores de risco para as leucemias estão habitualmente relacionados a fatores ambientais. Há associação entre a exposição a agrotóxicos, inseticidas, derivados de petróleo, solventes e tintas. Além disso, ter realizado tratamento quimioterápico ou radioterapia previamente para outra condição também é considerado um fator de risco.

Entre as leucemias, os fatores genéticos familiares são pouco comuns. Contudo, pessoas que já nascem com alterações cromossômicas, como a síndrome de Down, entre outras, apresentam maior probabilidade de desenvolver a condição.

Para identificar a leucemia mieloide, o paciente deve realizar exames como hemograma, mielograma, imunofenotipagem da medula óssea, cariótipo da medula óssea e estudo da biologia molecular da célula tumoral. "Esses exames são fundamentais para estabelecer o diagnóstico preciso do subtipo de leucemia e avaliar o prognóstico do quadro", destaca a médica.

Tratamentos

A hematologista explica que os tratamentos variam de acordo com o tipo de doença. "A leucemia mieloide aguda nos jovens é tratada com quimioterapia intensiva. Para o idoso, já existe um tratamento menos agressivo, com duas drogas que controlam a doença a longo prazo. Ela pode ser curada. Contudo, ainda é uma doença grave e potencialmente fatal em todo mundo".

"A leucemia mieloide crônica é tratada com medicamento oral de uso contínuo. Sendo considerada uma doença que pode ser controlada, mas não curada", acrescenta a especialista. 

De acordo com Joana, a maior parte dos pacientes com leucemia mieloide aguda precisa realizar o transplante de medula óssea alogênico, assim como acontecerá com Afonso em Vale Tudo. No procedimento, a medula infundida é proveniente de um doador compatível. "É importante frisar que o transplante de medula óssea não é usado para tratar a doença, mas para prevenir a recidiva da leucemia", destaca. 

"Qualquer indivíduo saudável, entre 16 a 55 anos, pode ser doador. Como a medula óssea está em constante produção, a doação não causa nenhum prejuízo ou falta. Para se colocar como possível doador, basta procurar um banco de sangue e coletar uma amostra de sangue no qual será tipado o HLS [antígenos leucocitários humanos] do doador. Esse dado ficará armazenado no banco virtual de medula óssea", informa a médica. 


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