VÍCIO
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Chaiany Andrade no BBB 26; sister foi alertada sobre o excesso de consumo de cigarros no reality
Em meio a brigas e confabulações no BBB 26, o consumo de cigarros também virou pauta entre os participantes. Chaiany Andrade foi alertada sobre o vício por Leandro Rocha (Boneco) e Milena Lages, enquanto Babu Santana admitiu que acaba fumando mais no confinamento e tem dificuldade para controlar o hábito. Apesar das diferentes opiniões que permeiam o tema, a psicóloga comportamental Leticia de Oliveira diz que é delicado discutir se a produção deveria ou não restringir o acesso ao item.
Ao Notícias da TV, a especialista explica que o fato de os jogadores estarem "longe do mundo real" colabora para que eles se sintam pressionados por questões psicológicas que resultam na busca por uma distração.
"O confinamento reúne vários fatores psicológicos que favorecem o aumento do consumo de substâncias como o cigarro. Estamos falando de isolamento social, ruptura brusca da rotina, privação de estímulos externos, pressão emocional constante e exposição permanente ao julgamento do público", aponta Leticia.
Para muitas pessoas, o cigarro funciona como um regulador emocional --uma forma de aliviar ansiedade, tédio, tensão e até solidão. Dentro da casa, onde há pouco controle sobre o tempo e poucas alternativas de escape, esse comportamento tende a se intensificar.
A fuga momentânea, no entanto, pode resultar em riscos à saúde dos participantes, fato que já é de conhecimento de todos, mas se torna praticamente irrelevante dentro da casa mais vigiada do Brasil.
"O consumo elevado de cigarros aumenta significativamente os riscos cardiovasculares, respiratórios e oncológicos, além de prejudicar a imunidade e a qualidade do sono. Em um ambiente de estresse intenso, como o confinamento, o impacto pode ser ainda maior, incluindo piora da ansiedade, irritabilidade e sintomas depressivos, criando um ciclo de dependência física e psicológica", continua a psicóloga.
Esta semana, após os brothers irem para o Tá Com Nada, fãs do reality passaram a sugerir que o envio de cigarros também deveria ser suspenso. Para a especialista, restringir o acesso é algo bastante delicado, já que impactaria diretamente na saúde mental dos confinados.
Do ponto de vista psicológico e ético, restringir abruptamente o acesso pode gerar sofrimento psíquico importante, especialmente em pessoas dependentes, levando a crises de abstinência, aumento de agressividade e desregulação emocional.
"Por outro lado, a produção tem responsabilidade com a saúde coletiva. O ideal seria um equilíbrio: oferecer suporte psicológico, informação clara sobre os riscos e, se possível, estratégias de redução de danos, em vez de uma proibição rígida e sem acompanhamento", acrescenta.
Leticia ainda esclarece que o uso de cigarros eletrônicos combinado com cigarros comuns, como faz Chaiany, pode resultar em problemas maiores.
"A combinação tende a agravar os riscos. Muitas pessoas usam o cigarro eletrônico com a falsa percepção de que ele é menos nocivo, o que pode levar a um consumo ainda maior de nicotina. Do ponto de vista psicológico, isso reforça o padrão de dependência. O cigarro eletrônico deve, sim, ser tratado com as mesmas restrições, pois mantém e até intensifica o vício, além de trazer riscos próprios à saúde."
"Além disso, em um espaço fechado e de convivência contínua, os fumantes passivos [aqueles que não fumam] são expostos de forma repetida à fumaça, o que aumenta riscos respiratórios, cardiovasculares e irritativos", ressalta.
"Há ainda um impacto psicológico: a normalização do consumo constante pode gerar desconforto, conflitos interpessoais e sensação de falta de controle do próprio ambiente", finaliza Leticia.
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