MÉDICO EXPLICA
REPRODUÇÃO/SBT

Ronnie Von em entrevista ao Programa do Ratinho, no SBT; apresentador teve problema de saúde
O apresentador Ronnie Von passou por três cirurgias após receber o diagnóstico de arritmia grave. Ao todo, foram realizados dois procedimentos no coração e um na próstata. Segundo o cardiologista Eugênio Moraes, o diagnóstico consiste em alterações no ritmo cardíaco, o que é diferente de taquicardiomiopatia, por exemplo.
Em entrevista ao Notícias da TV, o especialista explica com mais detalhes a condição do apresentador e menciona os riscos causados pela falta de tratamento adequado.
"Uma arritmia é uma alteração no ritmo normal dos batimentos do coração. O coração pode estar batendo mais rápido, mas aí eu vou ter uma taquiarritmia, que é quando ele está acelerando, ou ele pode bater mais devagar, que é a bradiarritmia".
Ela é considerada grave quando oferece algum tipo de risco, tanto de vida, com a possibilidade de morte súbita, quanto arritmias ventriculares, batimentos cardíacos irregulares originados nos ventrículos [as câmaras inferiores do coração], capazes de comprometer a eficiência do bombeamento de sangue para o corpo.
O quadro também pode levar o paciente a desenvolver uma insuficiência cardíaca — mais especificamente um quadro conhecido como taquicardiomiopatia, isto é, uma doença do músculo cardíaco provocada por uma taquiarritmia.
"Alguns sintomas intensos [da arritmia grave], como tontura, falta de ar, dor no peito ou sensação de desfalecimento, são marcadores de gravidade da doença", alerta o médico.
Um dos sintomas mais comuns é a sensação de palpitação. A pessoa sente que o coração está acelerado. Existem outras arritmias que podem gerar a impressão de um descompasso no coração. A percepção pode variar de pessoa para pessoa. Nem todo mundo sente esse descompasso.
"O que a gente recomenda é que os pacientes, primeiro, sigam de forma adequada o tratamento medicamentoso. Que prestem atenção aos sintomas, principalmente sintomas como palpitação, tontura, sensação de desmaio. Precisa ficar atento", reforça.
De acordo com o cardiologista, em um primeiro momento, o paciente com arritmia grave receberá tratamento medicamentoso, que vai variar de acordo com o quadro clínico.
"Para as arritmias graves, geralmente utilizamos os antiarrítmicos -- medicações para tentar coibir ou interromper essas arritmias. São os chamados medicamentos antiarrítmicos. Vou citar, por exemplo, três deles: primeiro, amiodarona; segundo, propafenona; e, por fim, sotalol".
"Se o músculo do coração for íntegro, eu posso usar todos esses três medicamentos. O procedimento minimamente invasivo [que chamam de cirurgia] é chamado de ablação. Não tem corte, é feito através de catéteres, por vias naturais, para identificar o foco da arritmia no coração e queimá-lo", diz.
Eugênio Moraes ainda destaca que pessoas que sofrem com arritmia grave precisam de autorização para realizar atividades físicas. "Ela não pode fazer qualquer atividade. Vamos supor que o paciente teve um infarto. Ele tem a cicatriz e chegou até a ter arritmia grave. Ele vai poder fazer alguma atividade física? Vai, desde que essa arritmia esteja sob controle", explica.
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