MÉDICA EXPLICA
REPRODUÇÃO/RECORD

Carol Lekker em A Fazenda 17; a modelo revelou sofrer com queda de cabelo por conta de estresse
Confinada em A Fazenda 17, a modelo Carol Lekker revelou sofrer de alopecia. A condição provoca queda de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo e pode ter como gatilho situações de estresse --algo comum em um ambiente de confinamento como o reality show da Record.
Em entrevista ao Notícias da TV, a dermatologista Carolina Silveira explica o quadro da peoa, que tem sido assunto frequente na sede e até alvo nas discussões com outras peoas.
"Alopecia é um termo médico genérico para perda de cabelo. Existem muitos tipos de alopecia e, normalmente, temos um segundo nome para definir qual é esse tipo, como, por exemplo, alopecia androgenética (calvície), alopecia areata, alopecia frontal fibrosante, entre outras. Cada uma é completamente diferente da outra, com causas e tratamentos diferentes", diz.
Embora não sejam exatamente uma causa, situações muito estressantes podem funcionar como gatilhos para alguns tipos de alopecia aos quais a pessoa já tenha predisposição.
"Cada tipo alopecia tem causas e fatores desencadeantes diferentes, pois são doenças totalmente distintas. O principal fator que leva à piora do quadro é, na maioria das vezes, a falta de tratamento adequado, pois muitas alopecias são progressivas. Por isso é tão importante consultar um médico dermatologista que atue na área da tricologia e iniciar o tratamento adequado para aquele tipo de alopecia", continua.
De acordo com a especialista, a maioria dos tipos de alopecia tem fatores genéticos envolvidos. Apesar de a condição ser comumente associada pela população à falta de vitaminas e ao estresse, esses elementos não são os principais responsáveis. Na maior parte dos casos, a predisposição individual e genética é um fator muito mais determinante.
"Manter um estilo de vida e alimentação saudáveis são sempre importantes, claro, mas não existem hábitos específicos ou cuidados que impeçam a progressão da doença, por isso o tratamento médico é indispensável. Costumo alertar que 'tempo é cabelo', se deixarmos o quadro progredir muito, pode ser mais difícil de recuperar depois", destaca.
A dermatologista ainda explica que a recuperação capilar depende do caso apresentado pelo paciente. "Existem doenças em que podemos reduzir o quadro e também recuperar fios perdidos, já para outras doenças essa perda é irreversível e continuará ocorrendo caso não seja tratada. Por isso, quanto mais cedo for feito o diagnóstico e o tratamento correto for iniciado, melhor a chance de um tratamento bem-sucedido", completa
Quando a alopecia é temporária, há formas de amenizar o problema ou acelerar o retorno dos fios, seja controlando fatores de risco, seja por meio de medicamentos, tudo a depender do diagnóstico.
Como destacado pela especialista, o cuidado precisa ser personalizado, levando em conta o perfil do paciente e a causa da queda. Em pessoas que passam por quimioterapia, por exemplo, o crescimento do cabelo costuma ser retomado após o fim do protocolo. No caso da alopecia androgenética, não há cura, mas o tratamento geralmente começa com o uso de medicamentos orais.
Para alguns pacientes, sobretudo aqueles com histórico hereditário, a calvície pode ser tratada com transplantes capilares. Há diversas técnicas, realizadas principalmente por cirurgiões plásticos, capazes de oferecer resultados bastante satisfatórios.
A alopecia areata também não tem cura, mas possui tratamento e, na maioria dos casos, os fios voltam a crescer. Entre as opções terapêuticas estão os corticosteroides --anti-inflamatórios usados no controle de doenças autoimunes-- que podem ser aplicados diretamente no couro cabeludo, administrados por via oral ou utilizados de forma tópica, em cremes, pomadas ou espumas.
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