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SÓ UMA ESPIADINHA

Trunfo de A Fazenda 17 é ser menos BBB: Mais brigas e menos vigilância

REPRODUÇÃO/RECORD

Mulher deitada no sofá, sorrindo, apoiada em almofadas. Ela usa blusa rosa e brincos pequenos, com expressão relaxada e tranquila.

Discussões levaram Carol Lekker longe em A Fazenda; ela provavelmente seria eliminada no BBB

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 14/12/2025 - 8h10

A Fazenda 17 está longe de alcançar o patamar do BBB 25 no Ibope ou nas redes sociais, mas se mostrou --como produto de entretenimento-- bem mais envolvente do que o reality da Globo. Afinal, nos últimos anos, o programa comandado por Adriane Galisteu deixou de lado uma de suas propostas originais --acompanhar celebridades lidando com a rotina de peão-- para se converter quase que em uma "telenovela da vida real", guiada por tramas, vilões e reviravoltas dignas do horário nobre.

Um dos maiores problemas do Big Brother Brasil é que ele funciona a partir de um telespectador que se coloca como voyeur, que quer acompanhar a vida alheia, quase como um experimento social. Tradicionalmente, o participante que perturba a ordem --a não ser que seja um dos queridinhos, que aí pode virar a atração do avesso-- é eliminado com grande rejeição.

Essa dinâmica era bastante promissora nas primeiras temporadas, mas foi perdendo força com a chegada das redes sociais. Hoje, o público pode acompanhar quem quiser numa escala 24/7 nas redes sociais, de Virginia Fonseca a Gretchen --que, aparentemente, entrou na mira da Globo para 2026.

A edição do BBB obviamente acaba criando narrativas, do herói ao vilão, mas ainda há um hábito muito forte de se acompanhar o jogo quase em tempo real. Com o Globoplay barateando o acesso ao pay-per-view, essa tônica ganhou ainda mais força.

A Fazenda, por outro lado, nunca foi sobre assistir os peões no trato dos animais. Mas sim sobre ver os competidores agindo como animais. O conflito está no DNA do reality, até porque em termos de estrutura sempre foi mais difícil acompanhar o formato minuto a minuto --mesmo com a chegada do PlayPlus, hoje chamado de RecordPlus.

Era uma desvantagem que acabou se transformando em vantagem, quase como uma seleção natural da TV aberta. O jogo virou: entramos na era da hipervigilância --em que há blogueiras que transmitem até mesmo lavagens intestinais e clareamento de partes íntimas--, e o voyeur já não precisa mais esperar o início do BBB para saciar sua curiosidade mais íntima.

A Globo parece já ter entendido essas mudanças e, não à toa, anunciou que o BBB 26 vai ser o mais interativo. O público vai poder escolher quem entra na casa e até quem merece permanecer no jogo --trocando "peças defeituosas" graças a uma dinâmica chamada Laboratório.

Em poucas semanas, uma resposta mais clara vai surgir para o público: o BBB com mais cara de jogo e menos de O Show de Truman (2008) vai ser suficiente para amenizar o desgaste dos últimos anos? Até agora, há mais desconfianças do que certezas sobre a nova dinâmica.


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