NILTON TRAVESSO

Pioneiro da TV foge da violência no Brasil e é assaltado nos Estados Unidos

Reprodução/Instagram

Nilton Travesso ao lado de estátua de cera de Marlene Dietrich em museu de Los Angeles - Reprodução/Instagram

Nilton Travesso ao lado de estátua de cera de Marlene Dietrich em museu de Los Angeles

DANIEL CASTRO - Publicado em 30/05/2016, às 12h02

Há 20 dias nos Estados Unidos, onde se recupera do trauma de ter a casa invadida por ladrões e de ter sido feito refém em São Paulo, o diretor de televisão Nilton Travesso, 82 anos, foi vítima de um assalto em San Francisco, na Califórnia, ontem (29). Um dos pioneiros da TV brasileira, Travesso publicou no Instagram fotos de um carro com o vidro do lado do motorista todo quebrado.

"Assalto 2! CA - São Francisco! Hoje! - Levaram tudo", escreveu na legenda. Por "Assalto 2", Travesso se referiu ao segundo assalto em pouco mais de um mês _o primeiro no Brasil. Desta vez, aparentemente o diretor se recuperou rapidamente do susto. Ainda ontem, publicou na mesma rede social um vídeo em que um músico toca algumas notas em um órgão. "Depois... Paz em São Francisco!", escreveu 

Imagem postada por Nilton Travesso no Instagram

Travesso viajou para a Califórnia no último dia 9, após deixar a direção do Todo Seu, programa apresentado por Ronnie Von na TV Gazeta. Ao Notícias da TV, o diretor contou que se deu "férias sabáticas" para trabalhar no roteiro de seu primeiro longa-metragem e também para se recuperar de uma experiência traumática. Ele teve sua casa em São Paulo recentemente invadida e ficou refém de ladrões. "Eles te amarram, levam tudo. O que juntamos em 60 anos, levaram em uma hora e meia", desabafou na época.

Travesso tem uma filha que mora em Los Angeles. Seu genro trabalha com cinema. Juntos, eles estão trabalhando no roteiro de Éramos Seis, filme que ele quer dirigir quando voltar ao Brasil. O profissional conhece a história profundamente, já que comandou a adaptação da obra literária para a telenovela exibida pelo SBT em 1994. "É uma história que tem muito a ver com a cidade de São Paulo, todas as histórias se passam na praça Buenos Aires, na avenida Angélica, atravessa a Revolução de 1932. É uma história bonita. Gosto muito dela", justifica.

Currículo 

A história de Nilton Travesso se confunde com boa parte da história da TV brasileira. "Eu inaugurei a TV Record", conta, sem modéstia e sem exageros. Na Record da família Carvalho, onde começou em 1953, dirigiu teleteatros e novelas, além de programas como o de Silveira Sampaio, o primeiro talk show da TV nacional, e shows de Jô Soares e Cidinha Campos.

Foi um dos integrantes da lendária Equipe A, liderada por Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Seu Tuta, e que tinha Manoel Carlos e Raul Duarte. Nesse time, ajudou a fazer a história da TV, com programas como o Show do Dia 7 e os festivais da MPB dos anos 1960, e transformou Hebe Camargo na maior apresentadora do país.

Na Globo, Travesso participou da implantação do Fantástico, em 1974, e comandou o TV Mulher e o Balão Mágico, no começo dos anos 1980. Foi para a Manchete em 1987 para instalar o núcleo de teledramaturgia que, três anos mais tarde, abalaria a Globo com Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa. Fez a mesma coisa no SBT em 1994, com Éramos Seis e As Pupilas do Senhor Reitor. Passou pela Band, voltou para a Globo e novamente para o SBT. Desde 2014, dirigia o Todo Seu. Também comandou o Saia Justa, no GNT.


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