Jornalismo

Fox News demite jornalista de R$ 62 milhões após escândalo sexual nos Estados Unidos

Reprodução/Fox News

O jornalista Bill O'Reilly no último programa apresentado por ele na FOx News, há oito dias - Reprodução/Fox News

O jornalista Bill O'Reilly no último programa apresentado por ele na FOx News, há oito dias

REDAÇÃO - Publicado em 19/04/2017, às 16h08

O canal Fox News, líder de audiência na TV paga dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta (19) demitir o âncora Bill O’Reilly, acusado de assédio sexual. "Após uma longa e cuidadosa revisão das alegações, a empresa [21st Century Fox] e Bill O’Reilly entraram em um acordo, e o jornalista não retornará ao canal Fox News", disse o grupo Fox em comunicado.

O jornalista, que completou 21 anos na Fox News, está de férias na Itália, onde até se encontrou com o papa. Ele retornaria ao ar na próxima segunda (24). Seu programa, The O’Reilly Factor, é o primeiro lugar em audiência no horário nobre entre os canais de notícias dos EUA, o que deu ao âncora o status de maior salário do telejornalismo norte-americano: US$ 20 milhões (R$ 62 milhões) por ano.

Ainda não foi divulgado quanto O’Reilly irá receber de multa rescisória. A família Murdoch, dona do grupo Fox, pagou no ano passado US$ 40 milhões (R$ 125 milhões) para o ex-presidente do canal, Roger Ailes, após ele também ter se envolvido em um escândalo de assédio sexual e ter deixado o cargo.

O patriarca do clã, Rupert, foi voz vencida no caso O’Reilly. Seus dois filhos mais poderosos na 21st Century Fox, James e Lachlan, defenderam a demissão do jornalista. Entre outros fatores, a dupla argumentou que romper o vínculo seria bom para empresa, que está às vésperas de adquirir por completo a operadora de TV paga Sky, líder no mercado europeu.

O prestígio de Bill O'Reiily começou a ruir no começo deste mês, após a divulgação de acusações de assédio que o jornalista teria cometido contra colegas de trabalho e convidadas de seu programa. O jornal New York Times informou que ele pagou um "cala-boca" de US$ 13 milhões (R$ 40 milhões) para cinco mulheres não irem a público denunciá-lo pelas investidas sexuais.

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