Me Chama de Bruna

Fora da Globo, Maitê Proença vive jornalista gay em série de Surfistinha

Reprodução/Globo

A atriz Maitê Proença durante participação especial no Vídeo Show em dezembro de 2016 - Reprodução/Globo

A atriz Maitê Proença durante participação especial no Vídeo Show em dezembro de 2016

FERNANDA LOPES - Publicado em 17/06/2017, às 06h34

Depois de quase 40 anos de carreira como atriz, Maitê Proença começou a dar os primeiros passos para se tornar produtora de conteúdo para a TV paga. Dispensada pela Globo em novembro, ela apresentou o projeto de uma série para o canal National Geographic, do grupo Fox. A ideia ainda está sendo avaliada, mas Maitê já faz parte da empresa.

Enquanto aguarda aprovação de sua nova empreitada, ela grava a série Me Chama de Bruna, do Fox Premium, no papel de uma personagem com muita influência sobre a prostituta Bruna Surfistinha.

"A gente estava discutindo sobre alguns projetos que eu tenho e apresentei para a Fox. Eles estão estudando, porque a Fox tem um braço americano, então tudo tem que ser aprovado por lá. Estamos com isso em andamento. Aí veio o convite para fazer [Me Chama de Bruna]", explica.

O projeto de Maitê consiste em uma série documental que mostrará as realidades de mulheres que tentam ajudar e mudar situações em suas comunidades.

Uma trama muito mais complacente e "do bem" do que ela vive nos sets de gravação da segunda temporada de Me Chama de Bruna, série inspirada na vida da ex-prostituta Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha. Maitê interpreta Miranda, uma jornalista e apresentadora de TV homossexual que se envolve com a garota de programa.  

"Eu li, gostei, a gente trabalhou o meu personagem para que as cenas fossem feitas de uma forma que eu me sentisse confortável. Como os textos estavam sendo escritos, eu cheguei num momento bom, pude contribuir de certa maneira. Ficou tudo muito possível por conta disso", conta.

Me Chama de Bruna é a primeira série em que Maitê Proença atua na TV paga. O último trabalho dela na televisão havia sido em Liberdade, Liberdade, trama das 23h da Globo em que interpretou uma mulher que explorava seu escravo sexualmente e era violentada pelo marido.

Maurício Fidalgo;TV Globo

Maitê Proença caracterizada como a personagem Dionísia, que viveu em Liberdade, Liberdade

Mesmo com a diferença enorme entre as tramas, a atriz consegue enxergar semelhanças estéticas na forma de gravação das duas.

"O processo é um pouco diferente, aqui filmam igual cinema, mostrando vários lados. Mas agora a novela das 23h já tem um mix, a TV Globo está com mistura de cinema e televisão. Uma novela das 23h é mais trabalhada. Acho que a equipe tem mais tempo de fazer as coisas, de encontrar o ponto certo [das cenas]", declara.

No ar desde 1979 e com mais de 40 novelas, minisséries e seriados no currículo, Maitê virou atração no set de Me Chama de Bruna. Nos intervalos de gravações, ela é tietada por figurantes e jovens atores, que a param nos corredores para pedir fotos.

A atriz deve aparecer ao longo de toda a temporada da série, que terá oito episódios, com estreia prevista para outubro.

Na maior parte do trabalho, ela contracena com Maria Bopp, atriz de 25 anos que tem Bruna Surfistinha apenas como seu segundo papel na carreira. A veterana se torna praticamente uma mentora da iniciante, e elogia o início de carreira dela.

"O material dela é maravilhoso, ela vem com muito frescor. É como se ela não tivesse assistido televisão. Ela não vem com os vícios da novela, vem com impulsos da emoção, que ela tem lendo o texto, e esses são os melhores impulsos. Ela não está tentando copiar ninguém. Tem carisma, charme e é inteligente. Tudo isso junto faz funcionar", afirma Maitê.

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