Estreia hoje

Com sexo e parto sob escombros, Treze Dias Longe do Sol traz catástrofes pessoais

Rámon Vasconcellos/TV Globo

Marion (Carolina Dieckmann) com Saulo (Selton Mello) em cena da nova minissérie da Globo - Rámon Vasconcellos/TV Globo

Marion (Carolina Dieckmann) com Saulo (Selton Mello) em cena da nova minissérie da Globo

MÁRCIA PEREIRA, no Rio de Janeiro - Publicado em 08/01/2018, às 06h17

Por trás do desabamento de um prédio, tem uma série de histórias para serem exploradas. Treze Dias Longe do Sol, que estreia nesta segunda (8) na Globo, faz isso. Usa o desastre como ponto de partida para outras catástrofes pessoais serem mostradas. Vai ter executivo engolindo executivo, grávida parindo sob os escombros, ex-amantes transando arrependidos da separação e até o assassinato de um inocente. 

Estrelada por Selton Mello e Carolina Dieckmann, a trama que parte do desmoronamento de um centro médico em construção segura. Embaixo da terra, além do risco de a estrutura desabar sob as cabeças dos sobreviventes, da fome e da sede, eles também enfrentam o drama de aceitar seus erros e não saber se terão como consertá-los.

O principal responsável pelo desabamento, o engenheiro Saulo (Selton Mello), também fica soterrado e a culpa é seu maior inimigo. Lá, ele descobre que teve um filho com a sua ex-amante, Marion (Carolina Dieckmann). Entre uma alfinetada e outra, o casal não aguenta o tesão, faz sexo em meio à poeira e a todo tipo de perigo que o soterramento lhes impõe.

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Grávida, Yasmin (Camila Márdila) ficará presa no elevador durante o desmoronamento

É também entre os sobreviventes que um pai e uma filha que não se falam há mais de um ano terão a chance de se perdoarem. Grávida, Yasmin (Camila Márdila) vai atrás do pai, o mestre de obras Jesuíno (Antônio Fábio), bem na hora em que a tragédia acontece. No subsolo, ele acha que a filha morreu, mas a jovem fica presa no elevador e acaba tendo seu filho sob os escombros.

Até o bombeiro responsável pela equipe de resgate vive um drama. Marco Antônio (Fabrício Boliveira) perdeu um de seus homens em uma recente operação e tem de atuar com o fantasma de isso se repetir. "Eu destituo ele da coisa do herói. Olho para o ser humano e para as opções diárias que tem de fazer", comenta Fabrício Boliveira.

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Fabrício Boliveira fez preparação com bombeiros para interpretar Marco Antônio na trama

O ator fez preparação com bombeiros reais. "O mais forte de tudo é que os caras lidam de humano para humano, sem se importar com cor, religião, com quem caiu ou quem estava lá para se suicidar."  

A construção que desaba usa material de baixa qualidade e mão de obra barata devido à ganância dos contrutores. Parceria de Saulo nisso, a executiva Gilda (Débora Boch) tenta jogar a culpa no calculista, mas os cálculos estavam certos. Ela dá uma rasteira nele escondendo documentos, mas, antes da série terminar, a administradora vai ver o dono da construtora fazer quase o mesmo com ela.

"A personagem tem aquele sentimento das pessoas poderosas. De manter as coisas sob controle, não importa o que você faça, mas a vida não é assim. A gente infelizmente conhece histórias assim", comenta Débora Bloch, que completa: "É um pouco sobre a nossa maneira de funcionar e como nossas obras são feitas."

Rámon vasoncellos/TV globo

A executiva Gilda (Débora Bloch) jogará a culpa no engenheiro que fez os calculos da obra

A atriz diz que o mais difícil nesse seu trabalho foi justamente humanizar essa mulher. "Temos a tendência de vilanizar, e as pessoas são mais interessantes quando vistas de forma humanas e menos estereotipadas", aponta.

A minissérie é de autoria de Elena Soárez e Luciano Moura, que também assina a direção artística. Os episódios já estão disponíveis na íntegra para assinantes da plataforma Globo Play.

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