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Após 'furacão bíblico', Jornal Nacional tem o melhor momento desde Avenida Brasil

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William Bonner no Jornal Nacional do dia 7: telejornal cresce um ponto por mês em 2017 - Reprodução/TV Globo

William Bonner no Jornal Nacional do dia 7: telejornal cresce um ponto por mês em 2017

DANIEL CASTRO - Publicado em 18/04/2017, às 06h03

Depois de sobreviver a uma concorrência infernal no final de 2015, quando chegou a perder para a novela bíblica Os Dez Mandamentos, o Jornal Nacional vive um momento de paz celestial. Cresce vigorosamente desde janeiro, um ponto por mês, e apresenta sua melhor fase desde 2012, quando era favorecido pela espera da novela Avenida Brasil.

No acumulado desde 1º de janeiro, o principal telejornal do país tem 28 pontos na Grande São Paulo. É sua melhor sequência em cinco anos.

A última vez que o noticioso de William Bonner cravou médias mensais consecutivas acima dessa marca foi no primeiro semestre de 2012. Na época, era ensanduichado por dois fenômenos de audiência. Na faixa das 19h, Cheias de Charme rendia 32 pontos. Às 21h, Avenida Brasil sambava com 39,5.

Além das novelas das sete e, principalmente, das nove, o Jornal Nacional é influenciado por outros fatores. A concorrência é o mais importante deles. A temperatura do noticiário também é relevante _mas nem sempre, mostram os gráficos históricos.

Neste mês, tudo conflui a favor do Jornal Nacional. O noticiário político-policial, embora não tenha a força de uma tragédia, está quente, duradouramente quente. As novelas das sete (28 pontos) e das nove (31) vão bem, e a concorrência vai mal.

Em guerra com as operadoras de TV por assinatura, Record e SBT perderam, respectivamente, 30% e 20% da audiência no principal mercado do país. Nos dez primeiros dias deste mês, no horário do JN, A Record, com a novela O Rico e Lázaro, registrou 8,4 pontos _eram 12 no mês passado.

Um quadro muito diferente de outubro e novembro de 2015, quando o Jornal Nacional enfrentou uma das mais duras concorrências de sua história, sofreu uma série de derrotas para a saga do herói bíblico Moisés e teve que mudar sutilmente de horário, numa estratégia da Globo para reduzir os prejuízos.

Com as pragas do Egito bombando, o telejornal teve média de 22,1 pontos em outubro de 2015, contra 17,5 da Record. A novela das sete (22,2) não ajudava muito, nem a das nove (25,4).

Curiosamente, o pior mês do Jornal Nacional nesta década não teve influência da concorrência nem das novelas da Globo e da temperatura do noticiário.

Foi em setembro de 2014. No mês em que Patrícia Poeta foi substituída por Renata Vasconcellos, no auge de uma campanha eleitoral presidencial, o JN deu apenas 20 pontos de média. O motivo: ia ao ar mais cedo, às 20h, antes do horário eleitoral gratuito, que orbitava em torno dos 15 pontos.

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