Está chegando a hora

Saiba quanto você precisa gastar para não ficar sem TV no 'apagão' analógico

Reprodução/TV Globo

Grupo Sorriso Maroto em campanha da Globo que incentiva troca de antena de sinal analogico - Reprodução/TV Globo

Grupo Sorriso Maroto em campanha da Globo que incentiva troca de antena de sinal analogico

EDUARDO BONJOCH - Publicado em 26/09/2015, às 13h18

Um conversor e uma antena para a captação dos sinais digitais. É disso que você vai precisar se quiser continuar a ver os canais de TV no seu televisor antigo quando o sinal analógico começar a ser desligado nas grandes capitais, a partir de abril próximo. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a realidade da maioria dos brasileiros. São 34,5 milhões de domicílios apenas com TVs de tubo, o que corresponde a 54,5% das residências com televisores em todo o país.

Com um investimento mínimo de R$ 170 (kit com conversor e antena interna), você já consegue receber os sinais digitais e pode dizer adeus às transmissões analógicas, cheias de fantasmas e interferências. Mas, na maioria dos casos, só isso não resolve. É preciso um gasto de R$ 245.

“Não recomendo o uso de antena interna porque pode frustrar o consumidor”, afirma David Britto, do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD). “Se a residência estiver longe das torres de transmissão das emissoras, o telespectador terá problemas para receber a maioria dos canais e acabará com menos opções do que na TV analógica.”

As variações climáticas também interferem negativamente. Segundo Britto, as antenas internas não conseguem manter a estabilidade do sinal digital quando começam as chuvas, principalmente com grande incidência de raios. E imagine a raiva de “perder” o sinal de TV no último capítulo da novela ou durante uma partida decisiva de futebol!

Para aproveitar os reais benefícios da TV digital sem dor de cabeça, o especialista sugere a compra de uma antena externa UHF, que custa a partir de R$ 70. Embora seja fácil de instalar, Britto recomenda que o serviço seja feito por um profissional da área. “O antenista saberá posicionar o produto corretamente, de acordo com a direção das torres de transmissão, o que resultará em uma melhor recepção dos sinais.”

A equipe do Notícias da TV conversou com dois antenistas que atuam em São Paulo e os preços de instalação variaram de R$ 100 a R$ 200. Mas o consumidor deve ter cuidado. Alguns orçamentos incluem apenas a mão de obra e outros já oferecem o pacote completo com antena e instalação.

Fazendo as contas, é preciso um investimento mínimo de R$ 245 para ter em casa a melhor recepção da TV digital. Isso inclui um conversor (valor médio de R$ 145 no varejo on-line) e uma antena externa já instalada por um antenista.

Seguindo essas orientações, o consumidor notará um salto significativo na qualidade de som e imagem dos canais, mesmo nas TVs de tubo. “O desempenho é tão bom como no DVD”, explica Britto.

Conversor é indispensável

Parte fundamental nesse processo, os conversores estão vendendo mais, mesmo que de forma meio tímida, segundo a indústria. “Embora nossa venda de conversores tenha crescido 80% no último ano, ainda é pouco pelo número de TVs de tubo em uso no país”, comenta Marcio Gonzales Sendeski, diretor comercial da Aquário, um dos principais fabricantes desse tipo de produto. Segundo ele, grande parte dos brasileiros está deixando para comprar esse aparelho na última hora.

Nas grandes capitais, o sinal analógico começa a ser desligado em abril de 2016. A primeira será Brasília; em seguida, em maio e junho, será a vez de São Paulo e Belo Horizonte. No Rio, a data limite é novembro de 2016. A expectativa é que as transmissões analógicas se encerrem de vez até 2018, mas isso só acontecerá se 93% dos domicílios já estiverem recebendo o sinal digital.

E não são apenas os consumidores com TV de tubo em casa que vão precisar de um conversor. Se a sua tela plana é mais antiga e não traz o conversor integrado, o investimento nesse aparelho também será indispensável. A diferença é que, nesse caso, você poderá ligá-lo à TV através de um cabo HDMI, obtendo imagens de melhor qualidade. Nas TVs de tubo, a ligação geralmente é feita a partir de cabos RCA.

Na hora da compra, pesquise preços e fabricantes. Desconfie de valores muito abaixo da média de mercado. Outra dica da Fundação Procon-SP é dar preferência para as marcas que são comercializadas nas grandes lojas. Fique atento também à garantia: pelo Código de Defesa do Consumidor, todo fabricante é obrigado a dar um mínimo de 90 dias.

Na parte de recursos, não há muita diferença entre os fabricantes. A função de gravação é a mais interessante. Com ela, é possível gravar programas em um pen-drive ou HD externo conectado à entrada USB do conversor.  


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