Feud: Bette and Joan

Série explora rivalidade de atrizes decadentes de Hollywood nos anos 1960

Fotos: Divulgação/FX

Jessica Lange (à esq.) e Susan Sarandon como Joan Crawford e Bette Davis na série Feud - Fotos: Divulgação/FX

Jessica Lange (à esq.) e Susan Sarandon como Joan Crawford e Bette Davis na série Feud

JOÃO DA PAZ - Publicado em 12/03/2017, às 07h55

Uma das maiores apostas do ano na TV americana recria a Hollywood dos anos 1960 para contar os bastidores da maior rivalidade da história do cinema. A série Feud: Bette and Joan tem as renomadas Susan Sarandon e Jessica Lange como intérpretes de Bette Davis e Joan Crawford, respectivamente. Estreia neste domingo no canal Fox 1.

Criada por Ryan Murphy (Glee, American Crime Story), Feud trará a cada temporada uma rivalidade histórica diferente. A de Bette com Joan foi escolhida para ser a primeira por ter todos os elementos de uma boa intriga.

Ambas dominavam o cinema nos anos 1930 e 1940, competindo por papéis em grandes filmes. Bette era o cartão de visita dos estúdios Warner, e Joan era a estela da MGM. Mais ácida da dupla, Bette chegou a dizer que não usaria o assento sanitário de Joan e que a rival "dormiu com todas as estrelas da MGM, menos com a [cachorra do filme] Lassie".

Bette tinha um passado no teatro e usava esse argumento para se dizer melhor atriz. "Eu fui uma atriz tão boa quanto ela [Bette], apesar de eu não ter sido treinada para o palco", Joan chegou a rebater.

Os produtores da série se esforçaram para reproduzir fielmente o mundo de 50 e poucos anos atrás. A figurinista Lou Eyrich (de American Crime Story: O Povo contra OJ Simpson) e a produtora de arte Judy Becker (do filme Trapaça) foram as encarregadas de pesquisar os looks usados por Bette e Joan para aplicá-los em Susan e Jessica.

 

Bette Davis (Susan, à esq.) encara o cumprimento cínico da rival Joan Crawford (Jessica)

Cada uma delas tinha um estilo bem específico, e o cuidado com a preparação das personagens é visível no desenrolar da série. Bette usava roupas práticas, morava em uma casa pequena, aconchegante e escura. Isso refletia sua personalidade introvertida, uma vez que ela queria ser vista como uma atriz séria e não uma celebridade. Joan, por sua vez, era dona de uma mansão, adepta de um visual mais elegante e vivia em busca dos holofotes.

A sede de fama levou Joan a engolir o orgulho e a convidar Bette para um trabalho. A ideia surgiu no Globo de Ouro de 1962, cerimônia reproduzida nos mínimos detalhes no primeiro episódio. Ao ver Marilyn Monroe receber o prêmio de estrela mundial favorita do cinema, Joan ficou com inveja. Caiu a ficha de que ela havia ficado ultrapassada e precisava reagir.

Com 58 anos, Joan só recebia ofertas para fazer papéis estereotipados, como a vovó de Elvis Presley. Ao ler o livro O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, a atriz viu uma oportunidade de estar em uma história relevante, mas era necessário ter um nome forte ao seu lado.

O livro virou filme com Bette no papel de protagonista.

Feud mostra os bastidores do longa-metragem e traz uma réplica dos estúdios de filmagem. Os produtores utilizaram itens originais da produção de 1962, como um piano e um sofá. Já as cenas externas não foram tão difíceis de serem produzidas, porque muitos estúdios de Hollywood mantêm a fechada de meados do século passado. Bastou apenas colocar carros antigos nos estacionamentos.

Feud vai ao ar aos domingos pelo canal Fox 1, às 22h. 


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