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Nem fãs de 13 Reasons Why querem nova temporada: 'Só fazem pelo dinheiro'

Divulgação/Netflix

Hannah (Katherine Langford) e Clay (Dylan Minnette) na segunda temporada de 13 Reasons Why - Divulgação/Netflix

Hannah (Katherine Langford) e Clay (Dylan Minnette) na segunda temporada de 13 Reasons Why

REDAÇÃO - Publicado em 06/06/2018, às 17h22

O anúncio de que a série 13 Reasons Why ganhará uma terceira temporada em 2019 caiu como uma bomba entre os fãs da produção. Na internet, as críticas foram diretas: o drama deveria ter acabado no primeiro ano, juntamente com as fitas de Hannah Baker (Katherine Langford). "Só se importam com o dinheiro", criticou a tuiteira Lizzy Hippie Girl.

"O único cara que gosta dessa série é o que faz ela, porque ele deve estar ganhando a maior grana com essa merda", concordou Mateus Vieira. "Já deu o que tinha que dar!", disse Ícaro Acácio. "Acabou na primeira temporada", completou Vick Limonta.

No exterior, a notícia da renovação também não foi comemorada. "Por que continuar essa produção se a história já foi toda encerrada?", apontou Valentin Lightgood. "Deviam mudar o nome da série para 13 Seasons, Why? [13 temporadas, por quê?]", brincou um internatura de apelido My Name's Blur.

Na web, os críticos mais ferrenhos alegam que a continuidade da série não é problemática apenas pela falta de história, mas por prestar um desserviço à sociedade e fazer sensacionalismo com temas como saúde mental e depressão. "A série abusa, vai contra normas da OMS [Organização Mundial da Saúde] e lucra em cima disso. Narrativa irresponsável além da conta", criticou Glauber Monteiro.

"E não me venha com 'É importante falar disso' ou 'As ligações para o CVV aumentaram', porque não. Ninguém vai salvar o mundo vendo série. O debate é necessário, mas feito com responsabilidade. E ah, aquela porcaria é um lixo", encerrou Monteiro.

Renovação sem história
Lançada em março de 2017, a série adaptou para a TV o livro Os 13 Porquês, do escritor Jay Asher. Inicialmente, a produção seria uma "limited series", com começo, meio e fim ao longo de 13 episódios. Afinal, o texto original de Asher foi todo usado na primeira temporada, que mostrava a estudante Hannah tirando a própria vida e explicando, em 13 gravações, os motivos pelos quais ela desistiu de viver.

Mas a história encerrada nos 13 episódios se tornou um fenômeno: bombou nas redes sociais, levantou debates sobre estupro, depressão e suicídio, conquistou a crítica e rendeu até uma indicação ao Globo de Ouro para Katherine Langford. Com um hit nas mãos, a Netflix decidiu renovar a produção.

Tudo o que funcionou no primeiro ano, porém, foi desvirtuado na segunda temporada. Sem mais fitas para explorar, a série passou a apostar em polaroides, em segredos dos personagens e nos depoimentos dos envolvidos em um julgamento que a mãe de Hannah, Olivia (Kate Walsh), moveu contra a escola.

Para não abrirem mão de sua estrela, os produtores de 13 Reasons Why forçaram a mão e transformaram Hannah em uma fantasma que assombra Clay (Dylan Minnette). Até o espírito da jovem seguiu em frente no último episódio da segunda temporada, e Katherine avisou que não retornaria caso a série fosse renovada.

Criador da história, Jay Asher já não teve nenhum envolvimento com o segundo ano. Acusado de assédio, ele foi afastado da produção, e o showrunner Brian Yorkey precisou criar novas tramas sem a consultoria do pai de todos os personagens. Fica a dúvida de como será o terceiro ano _sem o autor, sem a protagonista e, ainda mais preocupante, sem o apoio de boa parte dos fãs.

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