Edifício Paraíso

Com casal gay, amantes e barracos, GNT estreia série sobre relacionamentos

Reprodução/GNT

Guilherme Fontes e Fernanda Young em cena de Edifício Paraíso; os dois vivem amantes - Reprodução/GNT

Guilherme Fontes e Fernanda Young em cena de Edifício Paraíso; os dois vivem amantes

FERNANDA LOPES - Publicado em 03/06/2017, às 06h53

No mês em que é comemorado o Dia dos Namorados no Brasil, o GNT estreia uma série sobre relacionamentos à beira do abismo, com direito a revelações, barracos e objetos arremessados ao chão e pela janela.

Vai ao ar nesta segunda (5) o primeiro episódio de Edifício Paraíso, produção de autoria de Fernanda Young e Alexandre Machado, os mesmos de Vade Retro (Globo). Ao longo de 15 episódios, cinco casais discutem suas relações e encaram seus sentimentos de forma sincera (até demais) e bem-humorada.

Além de produzir e roteirizar, Fernanda Young também vive uma personagem _sua última atuação havia sido em Surtadas na Yoga (2013-2014), também no GNT. Ela é Vera, amante de Tadeu (Guilherme Fontes), que se desespera ao descobrir que ele terminou o casamento para poder ficar só com ela. "Eu não te amo", revela, antes de se recusar a transar com o parceiro.

"A Fernanda como atriz é um vulcão. Foi um grande encontro, eu já era fã dela há muito tempo. A Fernanda e o Alexandre estão transgredindo [nas séries de TV] há muitos anos. Essa série é transgressora quando coloca discussão de relação com tanta delicadeza e sutileza. Imagina, discutir relação à noite, em casa, é tudo que um casal na verdade acaba fazendo. As pessoas vão se identificar imediatamente", afirma Guilherme Fontes.

A discussão de Tadeu e Vera é leve quando comparadas à de Soraia (Marisa Orth) e Kátia (Chandelly Braz).

As atrizes viveram mãe e filha na novela Haja Coração (2016) e agora aparecem como namoradas. Kátia reclama que a amada não quer assumi-la como sua mulher para a sociedade e decide dar fim à relação.

Mas Soraia não aceita o término tão facilmente: acusa a namorada de não ter "alma lésbica" e, entre expressões vulgares, as duas começam a discussão mais séria do relacionamento.

A briga também é grave no apartamento de Yasmin (Samya Pascotto) e Rodrigo (Thiago Rodrigues). Ela começa a reclamar sobre o fato de ele não obedecer suas ordens no sexo, e os problemas do casal evoluem ao ponto de Yasmin quebrar objetos pela casa e confessar que está esperando um filho.

divulgação/GNT

Irritada com o namorado, Yasmin (Samya Pascotto) quebra vasos e abajures pela casa

DR infinita
Assim como acontece em filmes como Closer – Perto Demais (2004) e Antes do Pôr do Sol (2004), as discussões de relação entre os casais de Edifício Paraíso ficam tão intensas e girando em torno de si mesmas ao longo dos episódios que nem os personagens, nem os telespectadores, saberiam explicar por que começaram ou qual é o sentido de tanta briga.

"Nunca vivi tanta coisa numa discussão ou num momento intenso de casal. Eu acho a série super vanguardista, a gente não vê muitas produções onde toda a temporada se passa em tão pouco tempo. Os episódios se passam em seis horas, e o interessante é ver os desdobramentos que as situações podem ter, os casais mudando", explica Ícaro Silva.

Ele interpreta Fábio, um professor sério e racional que não entende as demandas de sua mulher, Clara (Lucy Ramos). Ela reclama que os dois não se beijam na boca há tempos, por exemplo.

Reprodução/GNT Lucy Ramos e Ícaro Silva: casal em Edifício Paraíso

"Acho que é a primeira vez que eu faço alguém tão antipático. Ele não está necessariamente buscando a empatia com a mulher, até porque ele acha que isso já está estabelecido. Esse é um ponto questionado na trama: A gente precisa fazer manutenção da relação ou não? Eles descobrem muitas coisas a partir disso", conta.

Michel Melamed e Tainá Müller formam o quinto casal do elenco, e seus personagens também têm que lidar com uma descoberta perturbadora: Bia revela a Marcelo que nunca teve um orgasmo com ele, e a partir daí os dois se acusam e se provocam durante a noite toda.

"Eles vão trocando um pouco de papel, ao longo da temporada isso acontece com todos os casais. Isso coloca em questão esses lugares sociais que a gente acredita que sejam necessários, do homem e da mulher. Na verdade isso não existe, só se relacionando com alguém a gente vive além disso", opina Ícaro Silva.

Edifício Paraíso tenta escancarar com humor dramas cotidianos e "podres" de relacionamentos românticos, intensos para os amantes e absurdos para os espectadores.

"O cara que é apaixonado, ele vive intensamente os segundos em que está com a amada. Não é incomum entre casais ações inusitadas, loucas, arriscadas e divertidas. Quem está olhando de longe acha tudo muito patético. Mas quem está dentro faz o que for pelo amor”, reflete Guilherme Pontes.

Edifício Paraíso será exibida de segunda a sexta, às 23h.

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