Oscar da TV

Câmera do beijo e vídeo alucinante: os concorrentes mais inusitados do Emmy

Reprodução/Ad Council

Homens se beijam em jogo da NFL, em campanha publicitária que concorre ao Emmy - Reprodução/Ad Council

Homens se beijam em jogo da NFL, em campanha publicitária que concorre ao Emmy

JOÃO DA PAZ - Publicado em 09/09/2017, às 06h57

A Academia de Televisão norte-americana entrega neste sábado (9) e domingo (10) as 91 estatuetas do Creative Arts Emmy, uma premiação alternativa do Oscar da TV, composta somente por categorias técnicas. Entre os concorrentes mais inusitados, há um comercial de serviço público usando a manjada câmera do beijo em eventos esportivos e um vídeo interativo de Mr. Robot, um convite para o internauta mergulhar nas alucinações do hacker anarquista da trama.

A atração que lidera o Creative Arts Emmy é o humorístico Saturday Night Live, com 16 indicações. Em segundo lugar, vem a megaprodução da HBO Westworld, com 15 nomeações. O drama segurou a bronca de representar bem o canal pago nesta premiação, já que Game of Thrones não pôde competir: a série repetiu o número de indicações alcançado em 2016 pela trama baseada nos livros de George R.R. Martin.

O terceiro lugar ficou com Stranger Things, com dez indicações, mesmo número conquistado pelo reality musical The Voice e pelo documentário Planeta Terra II.

Veja as cinco categorias mais alternativas do Emmy e os concorrentes inusitados:

reprodução/Squarespace

O ator John Malkovich discute em propaganda com dono do domínio johnmalkovich.com 

Comercial
Mais uma vez, a organização sem fins lucrativos Ad Council, que promove anúncios de serviços públicos e socialmente relevantes, é forte candidata a levar um Emmy para casa _ela já ganhou no ano passado. A campanha O Amor Não Tem Rótulos cravou duas indicações: a mais impactante é a Love Cam, que usou a câmera do beijo, utilizada em jogos de futebol americano e basquete, para fazer uma crítica. No anúncio, ela foca em casais homossexuais, idosos, portadores de deficiência e em uma dupla de amigos com religiões e raças diferentes.

Duas empresas de marca estão na briga contra a Ad Council. O Google conseguiu uma nomeação com sua retrospectiva de 2016, que no YouTube tem mais de 15 milhões de visualizações.

E a empresa de domínio de sites Squarespace tem a propaganda mais engraçada. Nela, o ator John Malkovich tenta convencer uma pessoa a vender para ele o domínio johnmalkovich.com. Mas o dono é irredutível, e a propaganda incita o público a comprar seu endereço de site o quanto antes.

reprodução/Usa network

Mr. Robot leva o público para passear com o hacker Elliot (Rami Malek) em uma roda-gigante

Interatividade
O Emmy dedica um espaço às melhores interatividades de produções roteirizadas. São trabalhos que usam aplicativos de celulares, sites ou vídeos para proporcionar ao público uma experiência diferenciada. Mr. Robot tem a peça mais interessante: um vídeo de 13 minutos com a função de 360°, que pode ser visto no YouTube. O usuário entra no apartamento do protagonista, Elliot (Rami Malek), alucina junto com o hacker e chega até a passear de roda-gigante ao lado dele.

Os Simpsons e Stranger Things estão indicadas com produções de realidade virtual. A série da Netflix convida o público a entrar na casa de Joyce Byers (Winona Ryder), e a animação faz uma brincadeira com a vinheta de abertura em comemoração ao seu episódio 600. O site criado por Westworld, que permite ao internauta entrar no parque de diversões futurista, também concorre ao prêmio.

divulgação/hbo

Os atores Julia Louis-Dreyfus, Matt Walsh (centro) e Tony Hale em Veep: elenco premiado

Escalação de elenco
O chamado diretor de casting, responsável pela escalação de elenco, é tão importante que seu nome é destaque nos créditos das vinhetas de abertura. No Emmy, há três categorias diferentes para a função nas séries: drama, comédia e minissérie.

Entre as comédias, Veep busca a terceira estatueta seguida e é a favorita para continuar no topo. A principal ameaça é Atlanta, que revelou excelentes atores ao lado de Donald Glover, ex-Community (2009-2015).

Na disputa das séries dramáticas, há o espaço deixado vago por Game of Thrones, vencedora das últimas duas edições. A corrida está aberta, mas com pequena vantagem para This Is Us e The Crown. Entre as minisséries, a briga é ainda mais acirrada. Fargo, Feud e Big Little Lies são os arrasa-quarteirões da categoria.

reprodução/hbo

Imagem icônica da abertura de Westworld, que virou símbolo do novo drama do canal HBO

Vinheta de abertura
Os jurados das vinhetas de abertura analisam diversos detalhes técnicos para escolher o vencedor, como música e edição. Mas essa é uma das categorias mais legais para o telespectador leigo palpitar.

Chama a atenção a simplicidade de Stranger Things, com letras em néon vermelho indo de lá pra cá, que cravou uma indicação ao lado da elaborada Westworld, a qual apresenta um belíssimo jogo de imagens 3D, que vão de figuras humanas fazendo sexo a cavalos.

Também estão entre as indicadas The Crown (produzida com zoom em uma coroa), American Gods (cheia de figuras místicas, pistas importantes para entender a trama) e Feud: Bette and Joan (a única com animações, a mais dramática de todas, com uma historinha contada do início ao fim).

Reprodução/netflix

O ator Mike Colter (de branco) luta em cena da primeira temporada da série Luke Cage

Dublês
The Blacklist e Gotham, derrotadas por Game of Thrones nos dois últimos anos na categoria dublês, saem na frente para arrebatar a estatueta que valoriza o trabalho daqueles que se arriscam no lugar dos atores. Seus concorrentes são novatos nessa disputa: Blindspot, Luke Cage e MacGyver.

Os dublês são premiados desde 2013, e Blacklist já teve tem uma vitória, em 2014. A primeira série vencedora foi Revolution (2012-2014).

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