Reviravolta

Samuel dá adeus à amargura da mentira: 'Clara faz um favor', diz Eriberto Leão

Victor Pollak/TV Globo

Samuel (Eriberto Leão) vai parar de usar batom e calcinha nos próximos capítulos - Victor Pollak/TV Globo

Samuel (Eriberto Leão) vai parar de usar batom e calcinha nos próximos capítulos

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 12/01/2018, às 05h58

A vida de Samuel (Eriberto Leão) virará do avesso agora que Suzy (Ellen Rocche) descobriu que o marido é gay. No capítulo deste sábado (12) de O Outro Lado do Paraíso, a enfermeira fará um escândalo no hospital e derrubará de vez a máscara do médico. Para o intérprete do psiquiatra, a partir do momento em que o personagem não precisar mais mentir e viver no armário, vai ser um alívio. "Apesar de a princípio ser terrível para ele", diz.

Então, a vingança de Clara (Bianca Bin) será, na verdade, um favor para o médico? "É um favor que ele não queria; se ele pudesse escolher, não teria sido assim. Lá na frente, talvez, ele possa até agradecer. Mas não agora", comenta Eriberto Leão.

O ator diz acreditar que a verdade vai libertar Samuel. Afinal, até agora o médico vive com uma eterna amargura no olhar e se contendo. Ele só se solta quando está entre quatro paredes. Na trama, o psiquiatra usa calcinha, batom e outros acessórios femininos em seus encontros com o amante, Cido (Rafael Zulu).

"Eu acredito que o fetiche do Samuel é potencializado justamente por isso. Quando ele for obrigado a se mostrar perante a sociedade como realmente é, a minha intuição é a de que ele vai se equilibrar. Não vai ter que se vestir da maneira que ele se veste. Porque não é só vestir uma lingerie, ele tem uma meia, tem uma coisa meio de musical. Ali, ele vira essa pessoa que está dentro dele", comenta Leão.

Viver sem esconder sua orientação sexual fará com que Samuel saia também das mãos de Sophia (Marieta Severo). Afinal, ele não chega a ser um vilão, mas foi capaz de destruir a vida de Clara para esconder sua vida dupla.

Raquel cunha/TV Globo

Com apoio de Adnéia (Ana Lúcia Torre), Samuel (Eriberto Leão) se casa com Cido (Rafael Zulu)

"Não dá para defendê-lo, de maneira nenhuma. Ele não faria isso por dinheiro, mas fez para se proteger e isso não tira dele esse desvio de caráter horrível. Ele se tornou uma pessoa vil", observa o ator.

Leão diz que o "tigrão" tinha uma fragilidade muito grande até agora, porque vivia na mentira, o famoso "rabo preso". "O crime que o Samuel cometeu foi bárbaro, enviou uma pessoa sã para um hospício. Tirou dez anos da vida dela. Isso não tem perdão."

Agora, o psiquiatra vai colocar Cido contra a parede e assumir o romance homossexual. Depois que ele tiver uma união estável com o motorista, Suzy descobrirá que está grávida e que precisa ficar em repouso absoluto. Por conta da gravidez de risco, a enfermeira voltará a viver no apartamento da sogra com o ex-marido e com Cido. "Tudo pode acontecer", tenta despistar Leão.

"A partir do momento em que ele for livre, tiver um filho, que vai poder ser gerado perto dele, do namorado, da mãe, que já o aceita, não sei o que vai acontecer. Na verdade, só quem sabe é o Walcyr Carrasco [autor da trama]."

 

 

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