Gravidez

Doença de Isis Valverde exige cuidado especial após o nascimento do bebê

Dilson Silva/AgNews

Aos 31 anos, Isis Valverde está grávida do primeiro filho; atriz descobriu doença celíaca já adulta - Dilson Silva/AgNews

Aos 31 anos, Isis Valverde está grávida do primeiro filho; atriz descobriu doença celíaca já adulta

ODARA GALLO - Publicado em 15/05/2018, às 06h19

Grávida de três meses, Isis Valverde precisará de cuidados redobrados com seu bebê por causa de uma doença autoimune. A atriz é celíaca, ou seja, tem intolerância total ao glúten, mazela que pode ser agravada durante a gravidez. Filhos de mães com o problema têm mais chances de desenvolvê-la e, por isso, precisam de restrições na alimentação nos primeiros anos de vida, além de atenção especial aos sintomas.

"A doença celíaca tem cunho hereditário. Filhos de mães com a intolerância têm 10% de probabilidade de apresentá-la ao longo da vida", explica a ginecologista e obstetra Renata de Camargo Menezes. Por isso, é recomendado que o bebê da atriz, que ela já revelou que será um menino, faça uma dieta restritiva assim que tiver contato com outros alimentos além do leite materno.

"O cuidado do bebê de mãe celíaca é retardar ao máximo possível a exposição desse bebê ao alérgeno que é o glúten. O sistema imunológico fica mais amadurecido com o tempo, então, quanto mais tarde você expuser, menores as chances de desenvolver [a intolerância]", alerta a médica.

"Além disso, é preciso ficar atento a possíveis alterações de ganho de peso e anemia, que podem ser sintomas da doença celíaca que foi mal administrada na gravidez, por exemplo", completa.

Mulheres diagnosticadas e que já fazem controle da doença não terão problemas na gravidez. É o caso de Isis Valverde, que, de acordo com sua assessoria de imprensa, tem uma gestação totalmente saudável, acompanhamento nutricional e não precisará se afastar o trabalho.

De acordo com a especialista, o que pode ocorrer, e resultar em complicações, é quando a mulher descobre a intolerância depois de engravidar.

"Existe uma taxa de cerca de 20% maior de abortamento em mulheres que têm a doença celíaca não diagnosticada, pois ela pode atrapalhar o processo de desenvolvimento da placenta e, consequentemente, o seguimento da gravidez", explica a especialista.

"A gestação pode piorar os sintomas e levar ao diagnóstico", diz Renata, sobre sinais como distensão abdominal, flatulência, perda de peso, queda de cabelo, tontura e anemia de difícil tratamento. Para o bebê, as consequências da falta de controle durante a gravidez são anemia, desnutrição, baixo peso e prematuridade.

A doença celíaca é autoimune, o que significa que a própria defesa do corpo ataca células do organismo, causando inflamação. Nesse caso, o processo ocorre na parede do intestino e é desencadeado pelo glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, no centeio e seus derivados.

Não há cura para a doença, mas é possível controlá-la com a retirada da dieta de alimentos que desencadeiam a intolerância.

 

 

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