Emissoras vs Operadoras

TVs reduzem preço pela metade, mas continuam longe de acordo com TV paga

Lourival Ribeiro/SBT

Silvio Santos, dono do SBT, com Jô Soares no Troféu Imprensa, exibido no último domingo - Lourival Ribeiro/SBT

Silvio Santos, dono do SBT, com Jô Soares no Troféu Imprensa, exibido no último domingo

DANIEL CASTRO - Publicado em 13/04/2017, às 06h48

Representantes da Record, SBT e RedeTV! tiveram nesta semana mais uma rodada de negociações com as principais operadoras de TV por assinatura do país. As emissoras, que haviam pedido inicialmente R$ 15 por seus sinais, acenaram com uma redução desse valor pela metade. As negociações avançaram, mas ainda estão longe de uma conclusão.

Desde o último dia 30, as três redes estão fora dos pacotes da Net, Sky e Claro HD na Grande São Paulo e Distrito Federal, onde já ocorreu o apagão analógico. Suas audiências caíram de 20% a 30%. Apavoradas com os estragos que isso pode causar nas receitas publicitárias, já baixaram seus preços pela metade.

Segundo um executivo que acompanha as conversas entre emissoras e operadoras, o status das negociações progrediu de "impossível" para "muito difícil".

As empresas de TV por assinatura consideram muito caro pagar R$ 7,00 por assinante. Isso significaria o desembolso de até R$ 130 milhões por mês para as emissoras, ou R$ 1,5 bilhão por ano, considerada a atual base de assinantes. Avaliam que a perda de receitas com o cancelamento de assinaturas por parte de clientes insatisfeitos seria bem menor.

Além da redução de preços, a Simba, empresa formada pela três redes, está oferecendo mais três novos canais, ainda a serem criados. Um desses canais seria de reprises de programas das emissoras; outro, de esportes; o terceiro, de notícias.

A Simba também está oferecendo um período de carência para as operadoras começarem a pagar. O valor "cheio" (R$ 7,00) só será cobrado quando todo o país estiver 100% digitalizado e os três novos canais operando. Isso deve levar uns três anos.

Com o fim da TV analógica, as redes abertas passaram a ter o direito de cobrar por seus sinais digitais, antes distribuídos gratuitamente pelas operadoras de TV paga. Record, SBT e RedeTV! formaram uma joint venture, a Simba, para terem maior força de negociação.

Desde o dia 30, com o fim da TV analógica em São Paulo, as emissoras estão cobrando por seus sinais. Como ainda não houve acordo, cerca de 7 milhões de telespectadores, aqueles que só veem TV aberta por cabo ou satélite, estão sem acesso às programações de Record, SBT e RedeTV!.

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