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Operadoras rejeitam TV paga via streaming para competir com Netflix

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Apesar de investimento em multitelas, operadoras de TV paga recusam transmissão só online - Andrey Popov/Thinkstock Photo

Apesar de investimento em multitelas, operadoras de TV paga recusam transmissão só online

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 18/07/2017, às 07h08

Embora as operadoras de TV paga estejam investindo na distribuição de seus conteúdos na internet para reconquistarem seus assinantes, não há planos para que serviços como Net e Oi invistam em TV por assinatura via streaming para bater de frente com a ameaça crescente da Netflix. Pelo menos, não nos próximos anos. As duas empresas refutam seguir os passos da Sky, que anunciou um serviço de assinatura de pacotes de canais via internet em 2018.

No evento Streaming Brasil, que aconteceu nesta segunda-feira (17) em São Paulo, tanto Alessandro Maluf, diretor de produtos de vídeo da América Móvil (da Net e da Claro TV), quanto Ermindo Checchetto Neto, diretor de produtos do segmento residencial da Oi, negaram que a TV paga pela web vire uma realidade no Brasil.

"Sentimos que a TV por assinatura ainda tem muito a crescer antes de recorrermos a isso. Mas é óbvio que não estamos fechando os olhos para as tendências do mercado, tanto que temos investido no conceito de multitelas e TV everywhere [em todo lugar]", disse Maluf no ciclo de palestras sobre transmissão online.

A posição da Oi e da Net bate de frente com a adotada pela Sky. Na última quinta (13), em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente da empresa, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que o serviço de TV paga pela internet da operadora vai chegar ao Brasil no ano que vem. A ideia é seguir os moldes do DirecTV Now, lançado no fim do ano passado nos Estados Unidos _a DirecTV e a Sky são controladas pela AT&T.

"O desafio no Brasil é que a qualidade de banda larga é uma em São Paulo e no Rio de Janeiro, e não é a mesma no resto do país. Será mais desafiador do que nos EUA, que tem infraestrutura", declarou ele ao jornal.

Para Maluf e Checchetto, os desafios vão além da velocidade de internet. "Há toda a questão da regulação da Ancine para transmissões OTT [over-the-top, como são chamados os serviços de distribuição de vídeo pela web], que ainda não foi feita", apontou o diretor da Oi durante o Streaming Brasil.

Fazer o caminho inverso e vender assinaturas de TV paga que incluam a Netflix como um "canal" extra no pacote também está fora de questão, por enquanto. No ano passado, a gigante de streaming fechou acordo com a Liberty Global para incluir seu serviço em operadoras da Europa, da América Latina e do Caribe.

"Na parte tecnológica, não seria problema nenhum, os nossos conversores já estão prontos para isso, a transmissão seria realizada pela mesma estrutura que já utilizamos. É o caso de rever o modelo de negócio, fazer de um jeito que a presença da Netflix não canibalizasse o nosso produto", explicou Maluf.

Para André Nava, gerente de plataformas digitais da Globosat, a convergência entre TV paga e streaming é uma tendência, mas que deve acontecer aos poucos.
"O momento é de crise, mas não podemos deixar a TV por assinatura de lado. Temos investido no TV everywhere para pegar o público mais jovem, que não quer seguir uma grade linear de programação. Acho que a migração deve ser feita passo a passo, mas sem esquecer o produto premium, que é a TV", declarou.

O Streaming Brasil foi realizado pela Converge Comunicações, responsável pelos sites especializados Tela Viva e Teletime.

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