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Juiz dá três dias para GfK pagar R$ 28 milhões à Record por quebra de contrato

Adriana Spaca/Notícias da TV

Equipamentos de medição de audiência da GfK na sede da empresa, em São Paulo - Adriana Spaca/Notícias da TV

Equipamentos de medição de audiência da GfK na sede da empresa, em São Paulo

DANIEL CASTRO - Publicado em 21/09/2017, às 12h54

A parceria entre a Record, o SBT e a RedeTV! com a GfK virou disputa judicial. Na última segunda-feira (18) a Record protocolou ação exigindo o pagamento de R$ 27.879.150 por não cumprimento de contrato por parte da GfK. No mesmo dia, o juiz Rogério Marrone de Castro Sampaio proferiu decisão dando apenas três dias para o instituto alemão pagar a dívida.

O prazo conta a partir do recebimento da intimação judicial entregue por oficial de Justiça. Na mesma decisão, o juiz Sampaio, titular da 27ª Vara Cível de São Paulo, determinou que, caso a dívida não seja paga, o oficial de Justiça deverá voltar à GfK e penhorar bens da empresa de medição de audiência.

Na ação, a Record argumenta que a GfK não cumpriu nenhuma meta estipulada em contrato de prestação de serviços. É como se a emissora contratasse um apresentador, estipulasse uma multa contratual milionária e esse apresentador não apresentasse o programa ao qual se comprometeu a realizar.

Essa é apenas a primeira de uma série de ações milionárias que serão movidas por Record, SBT e RedeTV!, conforme antecipou o colunista do UOL Ricardo Feltrin. Nos próximos dias, a Record deve ajuizar outra ação pedindo indenização de mais de R$ 40 milhões da GfK a título de devolução de valores pagos e perdas e danos.

No final de 2013, as três emissoras se uniram para apoiar o lançamento da GfK no país. Imaginavam que, finalmente, teriam uma alternativa ao tão criticado Ibope. Na época, elas se comprometeram a investir US$ 100 milhões (R$ 310 milhões) nos primeiros anos de operação da GfK. Mas desembolsaram, efetivamente, apenas R$ 40 milhões.

Conforme o Notícias da TV antecipou em 2 de agosto, a operação da GfK no Brasil está na iminência de implosão. A empresa atrasou o início dos serviços e não cumpriu metas de qualidade previamente estipuladas. Há 18 meses, SBT, Record e RedeTV! deixaram de pagar pela medição de audiência.

A Record, que estava rompida com o Ibope, acaba de fechar novo contrato com a empresa e o SBT tende a fazer o mesmo.

Desde o ano passado, o relacionamento entre os executivos das emissoras e os da GfK é tenso. Piorou muito nos últimos meses. Agora, não há mais diálogo, apenas notificações por meio de advogados.

Histórico de atritos
O primeiro grande atrito na relação entre SBT, Record e RedeTV! e GfK ocorreu durante a implantação do painel de medição de audiência. A GfK deveria começar a entregar relatórios em maio de 2015, mas isso só aconteceu de fato um ano depois.

Desde então, o descontentamento das emissoras se concentra no não cumprimento de metas de qualidade. A GfK não conseguiu, por exemplo, atingir o compromisso de ter 95% dos aparelhos medidores de audiência funcionando sem parar _atualmente, esse percentual está em 91%.

Os executivos das TVs também reclamam que o painel de medição não reproduz com exatidão o perfil sócio-econômico da população.

Procurada, a GfK não comentou o assunto.

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