Campbell Brown

Ex-CNN, jornalista vencedora do Emmy vai caçar notícia falsa no Facebook

Reprodução/Facebook

A jornalista Campbell Brown em evento pela educação; ela agora trabalha para o Facebook - Reprodução/Facebook

A jornalista Campbell Brown em evento pela educação; ela agora trabalha para o Facebook

REDAÇÃO - Publicado em 06/01/2017, às 19h54

O Facebook respondeu com categoria à enxurrada de críticas sobre as notícias falsas que espalha em sua timeline. A empresa de Mark Zuckerberg criou uma divisão para barrar os posts com fatos deturpados ou mentirosos e contratou Campbell Brown, nome forte do telejornalismo norte-americano (é ex-âncora do horário nobre da CNN) e vencedora de um Emmy, para liderar essa nova empreitada.

"Eu trabalharei diretamente com nossos parceiros para direcioná-los e mostrar como o Facebook pode ajudá-los a aprimorar o jornalismo e atingir mais pessoas", disse Campbell em sua conta na rede social, nesta sexta (6). O Facebook tem 1,8 bilhão de usuários.

A jornalista de 48 anos ressaltou que a indústria do jornalismo enfrenta um "questão complexa" com as notícias falsas espalhadas na internet. Ela terá a missão de monitorar e tentar diminuir esse conteúdo na rede social, atuando como intermediária entre o Facebook e a mídia.

Em novembro, Zuckerberg escreveu um "textão" em defesa da sua empresa. Segundo ele, "de todos os posts publicados no Facebook, mais de 99% são autênticos". O empresário fez esse posicionamento para contrapor à ideia de que notícias falsas ajudaram a eleger Donald Trump presidente dos Estados Unidos.

Campbell Brown em seu último programa na CNN

Campbell Brown começou no jornalismo na década de 1990 como repórter local da rede NBC, em Topeka, Estado de Kansas. Em 1996, ela entrou para o time principal da NBC, trabalhou na cobertura da guerra do Kosovo e foi correspondente na Casa Branca, residência oficial e QG do presidente dos Estados Unidos.

Onze anos depois, foi contratada pela CNN para ser âncora de um programa jornalístico no horário nobre, posto que largou em 2010, após o término do contrato. Desde então, ela tem se dedicado a escrever artigos opinativos para vários veículos, como The New York Times e The Wall Street Journal.

A jornalista virou defensora de uma melhor educação pública nos Estados Unidos e ajudou a criar o site 74million.org. O nome da organização vem do atual número de norte-americanos abaixo dos 18 anos: 74 milhões.


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