MARI PALMA

Tímida, nova musa do jornalismo da Globo se inspira no pai cego

Ramon Vasconcelos/TV Globo

Mari Palma no prêmio Profissionais do Ano, em que precisou encarar seu medo de plateias - Ramon Vasconcelos/TV Globo

Mari Palma no prêmio Profissionais do Ano, em que precisou encarar seu medo de plateias

LUCIANO GUARALDO e MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 04/11/2017, às 05h49

No ar todos os dias com boletins noticiosos de um minuto, Mari Palma já virou um rosto conhecido da TV. Bonita e descolada, a nova musa do jornalismo da Globo não deve seguir os passos de Fátima Bernardes e trocar a redação por um programa de auditório. O motivo? Tímida desde criança, ela tem medo de falar em público e encarar grandes plateias.

Para superar as dificuldades da vida, Mari, de 28 anos, diz que se inspira no pai, Luiz Palma, que perdeu a visão quando ela ainda era criança.

"Meu pai é o amor da minha vida. Quando estou tendo um dia ruim, penso nele e vejo que não tenho motivos para reclamar da minha vida. Porque ele, que teria motivos, está sorrindo. Meu pai me ensinou que a gente não precisa de muita coisa para ser feliz. Faço questão de ter sempre meu pai e minha mãe por perto. Quem tem família do seu lado vai ser bem-sucedido em tudo o que fizer", filosofa a jornalista.

Luiz sofre de retinose pigmentar, uma doença degenerativa em que a visão vai piorando aos poucos. Quando Mari tinha apenas 10 anos, ele ficou completamente cego. Além de exemplo de vida, o pai também serve de inspiração para reportagens.

"Em um Dia das Mães, fiz um especial com mães que sofrem de retinose. Foi muito tocante porque eu me via no depoimento das filhas, é a mesma realidade", lembra.

Mari está no Grupo Globo desde 2008, quando começou como estagiária. Depois de formada, foi efetivada como repórter até ganhar espaço na TV em abril de 2015, com os boletins informativos.

reprodução/tv globo

Mari com o pai, Luiz Palma, durante aparição no Vídeo Show em que mostrou o guarda-roupa

"Minha vida mudou bastante, agora eu recebo mensagens do Brasil inteiro. As pessoas me abordam na rua, elogiam, dizem que gostam do meu trabalho. É gostoso. Mas, como eu sou tímida, ainda estou aprendendo a lidar", reconhece.

A timidez, admite, é um de seus maiores obstáculos. "Quando estou na frente da câmera, tudo bem. Mas tenho muito medo de falar em público. Sou filha caçula, com dois irmãos mais velhos, então sempre fui muito quietinha, na minha. Mas estou trabalhando isso, aos pouquinhos. Antes, eu era muito mais tímida", conta.

No mês passado, Mari precisou encarar o medo de plateias grandes para apresentar um troféu no Profissionais do Ano, cerimônia promovida pela Globo para premiar os melhores anúncios veiculados pela emissora. O local que abrigou a cerimônia tem capacidade para cerca de 7 mil pessoas.

"O nervosismo foi grande, mas acho que toda estreia precisa ter um friozinho na barriga, senão não tem graça", minimiza.

Com a ida para a televisão, Mari também passou a ser muito assediada na internet. Namorada do também repórter Phelipe Siani, ela jura que a abordagem não a incomoda. "Rolam muitas cantadas, mas são bem-humoradas, eu dou risada do que recebo. É incrível dizer isso, mas as pessoas realmente são muito carinhosas comigo, sempre têm muito respeito", valoriza.

E, apesar de o romance com Siani estar ótimo, a jornalista não pretende ir morar com ele por enquanto. "Eu tenho planos de sair de casa, mas não sou apressada. Enquanto puder ficar com meus pais, vou ficar. Tenho uma relação incrível com eles e quero estar com eles o máximo de tempo possível", explica.

Profissionalmente, ela desconversa sobre a possibilidade de fazer mais reportagens especiais para a Globo, como a série Fant360, que apresentou com Renata Ceribelli no Fantástico neste ano. "Eu estou muito feliz com os boletins, aprendo muito lá. Vamos ver o que vai acontecer", diz.

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