Cidade Proibida

Regiane Alves vive prostituta heroína e vira 'Joãozinho' nos bastidores

Mauricio Fidalgo/TV Globo

Regiane Alves em cena como a prostituta Marli da série Cidade Proibida, no ar às terças - Mauricio Fidalgo/TV Globo

Regiane Alves em cena como a prostituta Marli da série Cidade Proibida, no ar às terças

FERNANDA LOPES - Publicado em 16/10/2017, às 05h15

Depois de três anos longe da TV, Regiane Alves voltou ao ar no ano passado, com uma rápida participação em A Lei do Amor, e agora interpreta uma personagem do submundo do Rio de Janeiro em Cidade Proibida. Aos 39 anos, ela se orgulha de ter conseguido o papel da prostituta, trabalho que geralmente é feito por atrizes mais novas, e já se integrou totalmente ao elenco masculino. Ganhou até apelido nos bastidores.

Na nova série da Globo, Regiane vive Marli, prostituta apaixonada pelo detetive Zózimo (Vladimir Brichta). "A Marli para mim é apaixonante. É uma garota de programa que é uma heroína, ou seja, uma puta heroína (risos). Ela está à frente do seu tempo, a série a coloca de uma forma muito positiva. Peguei com unhas e dentes, é uma boa oportunidade. E o elenco se admira muito, a gente nunca tinha trabalhado juntos, os quatro", explica.

Os "quatro" que a atriz cita são a personagem dela, o delegado Paranhos (Aílton Graça), o sedutor Bonitão (José Loreto) e Zózimo. Regiane conta que o elenco trabalhou ao lado dos roteiristas e diretores, durante a pré-produção da série, para afinar detalhes de seus personagens e deixá-los mais entrosados a cada episódio.

Nos bastidores das gravações, o clima é de descontração. Em meio a três homens, a atriz não consegue escapar das brincadeiras do "clube do Bolinha".

"Eles me apelidaram de Joãozinho, sou o Joãozinho da turma. Ficam com aquelas coisas de homem, fazendo piadas, brincadeiras. Eu falo: 'Meninos, me respeitem, eu sou uma mulher ainda'. É muito divertido, cada um desenvolve um trabalho muito delicado, a gente vibra quando está junto. Acho que isso vai para o ar, para a cena também", conta.

mauricio fidalgo/tv globo

O quarteto investigativo de Cidade Proibida, formado por Bonitão, Zózimo, Marli e Paranhos

Atriz em construção
Para desenvolver sua personagem, Regiane contou com uma ajuda especial da Globo: a emissora colocou a atriz para conversar com uma mulher de 72 anos que trabalhou como garota de programa no Rio de Janeiro nas décadas de 1950 e 1960.

"O nome dela é Lourdes Barreto, foi um longo papo de três horas. Falou do glamour que viveu. A prostituta tinha uma função muito importante naquela época, era a mulher que levava recados [para políticos], sabia o que ia acontecer. Lourdes comentou muito sobre o quanto ela tem saudade dessa época, do bordel, dos homens, dos vestidos. Tirou todo o preconceito que eu tinha. Claro, não é uma vida fácil, mas a gente está fazendo uma ficção, dá para pincelar um pouquinho de tudo", diz.

Em 19 anos de carreira na televisão, a atriz se destacou em produções como Laços de Família (2000), Beleza Pura (2008) e A Vida da Gente (2011). Crítica de sua atuação, ela ainda enxerga pontos que pode aprimorar a cada episódio de Cidade Proibida.

"Quando eu vejo qualquer coisa lá atrás, falo 'Meu Deus'. Sou muito crítica, acho que fiz uma carreira construindo um tijolinho de cada vez. A carreira é feita de acertos e erros, e a gente sempre tem vontade de melhorar. Mesmo agora dentro da série, eu assisto e penso que tenho que melhorar isso, aquilo. Acho que é a paixão que a gente tem pela profissão. Quando você repara [nos erros], consegue arrumar. Sempre há uma busca pelo melhor", conclui.

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