Confissões de mulher madura

Deborah Secco assume relações abusivas, traição e preguiça para fazer sexo

Fotos: João Cotta/TV Globo

Deborah Secco é Karola na nova novela das nove, Segundo Sol, que estreia nesta segunda (14)  - Fotos: João Cotta/TV Globo

Deborah Secco é Karola na nova novela das nove, Segundo Sol, que estreia nesta segunda (14)

REDAÇÃO - Publicado em 13/05/2018, às 08h56

Deborah Secco está de volta ao horário nobre a partir desta segunda (14) em Segundo Sol. A intérprete da vilã Karola revela insegurança com a estreia mesmo após ter feito quase 30 novelas. Ela conta que já sofreu assédio no trabalho, mas fingiu que não era com ela, e que teve dificuldade para sair de relações abusivas. Pior, só conseguia deixar um relacionamento ruim com traição. A atriz confessa até que tem preguiça de sexo.

Aos 38 anos, Deborah se considera superfeminista. Afirma que, como todas as mulheres, já sofreu assédio, mas não até as últimas consequências. "Mas há sempre um certo 'vamos ver se cola'. Isso incomoda. Você não pode brigar se é no local de trabalho, fica numa saia justa", declara. 

Em entrevista a Zean Bravo, do jornal O Globo, a atriz assume que falar de traição gera polêmica e que isso não a incomoda. Ela afirma que ser traída publicamente não a fez virar notícia por "ser a corna", mas quando falou que traiu, sim. Para ela, isso mostra que até os dias hoje mulher não pode trair, diferentemente do homem.

"Não disse que é legal [trair]. Olha que triste, uma pessoa como eu, que não tinha força para me livrar de relacionamentos abusivos, que precisava se apaixonar por outra pessoa para terminar o relacionamento e se livrar do abusador. Ou seja, vivi muitos relacionamentos abusivos. E para ter outro alguém precisava trair. Dei essa declaração quase como um serviço social", discursa.

"Eu me sentia acuada, com medo daqueles homens, com medo de apanhar, eles diziam que a minha vida iria acabar se me separasse. Você fica acuada até outra pessoa dizer: 'Não é nada disso, vem comigo'. Olha que triste, tive uma vida inteira assim. E que bom que chegou ao fim, vi o quanto estava errada, trabalhei isso na terapia", conta a atriz. Deborah faz análise há 12 anos.

Polêmica na cama
Ela lembra que foi acusada de ser machista quando distorceram uma declaração sobre sexo entre mulheres e seus maridos.

"O que falei é que sou preguiçosa para malhar, acordar cedo, levar minha filha ao colégio e até para fazer sexo, às vezes. Meu conselho para mulheres casadas e preguiçosas como eu é 'faça sexo com seu marido'. Depois que começa fica uma delícia. É só esse start", explica.

A atriz diz que é mais "preguiçosa" porque tem pressão baixa e que prefere ficar deitada, sempre que pode. "Ninguém é obrigada a nada. Se não está com vontade, está com dor, não precisa fazer sexo. Eu só disse que a minha inércia é ruim para mim", esclarece. 

Deborah contracena com Adriana Esteves em Segundo Sol: a dupla de malvadas da trama

Missão: ser a nova Carminha
Deborah não esconde também que continua insegura no trabalho. "Vou sempre achar que não sei fazer. Choro, sofro. Começo uma novela sempre tateando. Fiquei anos fazendo uma novela por ano, mas teve uma hora em que passei a fazer meio no automático", comenta.

Foi aí que ela conseguiu bons papéis no cinema porque foi atrás de trabalhos diferenciados. "Cinema é um mercado preconceituoso com atores de TV. Lá, nunca sou a primeira opção. O diretor de Bruna Surfistinha [Marcus Baldini] não me queria, o filme já era comercial, na linha entre o sexy e o pornô. Eu consegui convencê-lo, e fazer aquele trabalho me deixou em estado de êxtase."

A atriz, agora, tem como missão ser a grande malvada da trama de João Emanuel Carneiro, uma espécie de nova Carminha, papel de Adriana Esteves em Avenida Brasil (2012). Sua malvada é uma alpinista social que nasceu em uma favela, se prostituiu até conseguir namorar um cantor de axé e não quer "largar o osso". 

Ao Notícias da TV, Deborah adiantou que suas inspirações são as vilãs Carminha e Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino (2004). Já a baianidade da personagem é mais que uma imitação, é uma veneração a Ivete Sangalo.   

Deborah faria uma grande personagem em Verdades Secretas, em 2015, mas ficou grávida de sua primeira filha, Maria Flor, no começo das gravações da trama de Walcyr Carrasco e foi substituída por Drica Moraes. Por isso, sua gana por fazer um trabalho ainda melhor agora é muito maior em Segundo Sol. 

Ela sempre teve o sonho de ser mãe, passou os primeiros dois anos da filha se dedicando bastante à maternidade, mas fazer sucesso como Karola é importante justamente para que a herdeira tenha orgulho dela. 

Karola é dissimulada, esconde sua vilania, faz a santa, é amante do cunhado Remy (Vladimir Britcha). Ela inventará uma gravidez para que Beto Falcão (Emilio Dantas) não termine o namoro deles ao se apaixonar por Luzia (Giovanna Antonelli). Ao ver que a rival está grávida de verdade dele, a pilantra dará um nó na vida da inimiga para afastá-la do músico e roubar seu filho.

O que há de pior em Karola, na opinião de Deborah, é o roubo da criança, mas esse será também seu ponto fraco. Valentim (Danilo Mesquita) será a paixão de sua vida na segunda fase, e o garoto vai rejeitá-la e confrontá-la o tempo todo. 

 

 

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