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Anitta pede desculpas após confundir 'ranço' com 'hanseníase' na TV

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Anitta apresenta o programa Anitta Entrou no Grupo nas noites de terça no Multishow - DIVULGAÇÃO/MULTISHOW

Anitta apresenta o programa Anitta Entrou no Grupo nas noites de terça no Multishow

REDAÇÃO - Publicado em 13/04/2018, às 17h10

Acostumada a criar gírias e novos termos na internet, Anitta se deu mal ao tentar ser descolada na edição mais recente do programa, Anitta Entrou no Grupo, exibido terça-feira (10) no Multishow. Ela usou a palavra hanseníase (nome da doença popularmente chamada de lepra) para se referir a pessoas de quem tem "ranço" _ou seja, de quem ela não vai com a cara. Em seu perfil no Facebook, a cantora publicou uma retratação nesta sexta (13).

"Galera, no último Anitta Entrou no Grupo eu errei ao dizer 'pessoa hanseníase', em vez de dizer pessoas que tenho ranço. Me expressei mal e posso ter ofendido alguém. Gostaria de pedir desculpas por isso e me retratar aqui. Além disso, reforçar que hanseníase é coisa séria e atinge muitas pessoas pelo mundo", disse.

Em seu pedido de desculpas, ela aproveitou para chamar atenção à doença, que possui 35 mil novos casos diagnosticados anualmente no Brasil _índice que coloca o país como líder mundial no ranking.

Ao final, Anitta deixou um link para pessoas que queiram trabalhar como voluntárias na Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas Pela Hanseníase), grupo que abriu um abaixo-assinado pedindo uma retratação pública da cantora.

A confusão
"Primeiro, eu queria dizer que as minhas amigas são muito amigas mesmo. Só convido para esse programa gente que eu amo, não convido gente hanseníase", disse Anitta na edição de terça de seu programa na TV paga.

A fala gerou revolta do Morhan, que iniciou um abaixo-assinado no site Change.Org pedindo a retratação da cantora. Até a publicação deste texto, 1.992 pessoas haviam assinado a requisição.

"Ao contrário do que a cantora sugere no programa, não há nenhum motivo para se evitar pessoas atingidas pela hanseníase: assim que iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmissível", diz parte do texto publicado pelo Morhan.

"Nos entristece o fato de que uma mulher de origem periférica reproduza preconceitos, porque o nosso desejo é unir forças contra toda forma de discriminação. Somente unidos podemos superar o machismo, o racismo, a homofobia e o preconceito contra pessoas atingidas pela hanseníase."

 

 

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