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Descanse em paz

A Lei do Amor termina óbvia, com 37 pontos, muita peruca e pouca punição

Fotos Reprodução/TV Globo

Isabela (Alice Wegmann) confessou que fingiu ser Marina para se vingar em A Lei do Amor - Fotos Reprodução/TV Globo

Isabela (Alice Wegmann) confessou que fingiu ser Marina para se vingar em A Lei do Amor

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 01/04/2017, às 05h39

O último capítulo de A Lei do Amor rendeu uma boa frustração para os telespectadores. Apesar de registrar 37 pontos de média na Grande São Paulo, segundo a prévia do Ibope, faltaram emoção e surpresas. O show de perucas e novos atores para mostrar que as crianças da trama cresceram eram desnecessários. 

Ao manter a ideia original da Isabela (Alice Wegmann) vingativa, a trama pecou no desfecho da personagem. Uma carta na manga com algo mais mirabolante era o que todos esperavam. Aliás, para voltar à trama, a garçonete que virou massagista cometeu vários crimes e ainda apareceu com um revólver para matar Tiago (Humberto Carrão). Punição para ela? Não, não teve nenhuma.

Importante lembrar que os autores e parte do elenco alardearam no começo da novela que todos os corruptos e criminosos seriam punidos, que o folhetim faria a justiça que o povo brasileiro tanto almeja. Mas isso não se concretizou.

Letícia (Isabella Santoni) cabeluda visita Tião (José Mayer), preso a uma cama após AVC 

O ex-senador corrupto, Venturini (Otávio Augusto), terminou em Brasília fazendo a festa com um novo deputado federal promissor, Robinson (Gabriel Chadan). Uma clara sátira da realidade, mas que não acrescentou nada ao enredo.

Depois de prever fatos importantes, Mileide (Heloísa Périssé) se anulou ao se corromper. Sobrou ficar com o ex-senador cassado, abrindo igrejas sincréticas pelo país. Nem a participação de Tony Ramos como candidato à Presidência salvou o final dado ao núcleo cômico da novela.

Com bom caráter, Luciane (Grazi Massafera) merecia mais espaço e um fim diferente do seu começo _a busca pelo sonho de ser primeira-dama. Sem falar no absurdo de ela ter sido amante do marido da ex-enteada, já que Camila (Bruna Hamú) voltou à novela gravidissíma de Robinson. 

Mag (Vera Holtz) se suicidou para não voltar para a prisão; foi sua terceira tentativa

Por falar em incoerência, vários casais surgiram do nada, só para que alguns personagens não terminassem sozinhos. Ruty Raquel (Titina Medeiros) com Misael (Tuca Andrada) já com gêmeos no colo, Gigi (Mila Moreira) e Jader (Érico Brás), Ana Luiza (Bianca Müller) e o delegado Celso (Marcelo Várzea) e Flávia (Maria Flor), agora lésbica, com Gabi (Fernanda Nobre). Será que os autores acham que é tão ruim ser solteiro?

Um dos pontos altos foi ver Aline (Arianne Botelho) como prostituta que roda bolsinha em calçada e cobra R$ 20 por sexo. Bem rampeira, ela bateu boca com Hércules (Danilo Granghéia), que virou morador de rua. Foi hilário. Entre os pontos altos, estão os desfechos dos vilões.

Em um quarto de hospital particular, Tião (José Mayer) ficou preso a uma cama por conta de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Mas como se estivesse em uma cela, com policial de carcereiro na porta. Sem balas para matar o ex-peão, Mag (Vera Holtz) preferiu se matar atropelada por um trem. Melhor do que o final deles, foram as interpretações de Vera Holtz e José Mayer.

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